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É óbvio que, para obter a resposta correta, é preciso fazer a pergunta corretamente. |
O problema principal
é que muitos erros
estão nas perguntas,
não nas respostas.
"Redigir" não é apenas escrever, é aprimorar a capacidade de comunicação através da escrita.
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É óbvio que, para obter a resposta correta, é preciso fazer a pergunta corretamente. |
O problema principal
é que muitos erros
estão nas perguntas,
não nas respostas.
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| Toda forma de comunicação envolve pelo menos dois elementos. |
não precisa ser profissional de comunicação,
mas precisa ter algumas noções básicas
de comunicação interna e externa.
Em todos os níveis sociais, ter noções básicas sobre os diversos tipos de comunicação é fundamental. No empreendedorismo, conhecer os termos técnicos de comunicação e seus respectivos significados é extremamente importante para garantir a agilidade e a clareza nas transmissões de mensagens, especialmente quando os conteúdos forem diretrizes.
Em primeiro lugar, destacam-se as diferenças básicas entre comunicação e informação. Uma informação a simples transmissão de dados ou notícias. A comunicação tem um significado bem mais abrangente: envolve trocas de informação imediatas, diálogos e entendimento mútuo entre as partes envolvidas, sendo todas receptoras e transmissoras ao mesmo tempo. Pode-se dizer resumidamente que informar é transmitir uma mensagem, comunicar é assegurar o sentido da mensagem e comunicar-se envolve conversação (presencial, por telefone, por WhatsApp, etc.).
Um comunicado é um texto formal para transmitir notícias, decisões ou quaisquer informações relevantes para um público específico: funcionários de uma empresa, moradores de um condomínio, funcionários de uma empresa ou órgão público, clientes, sócios de um clube, etc. Seus principais objetivos são informar e esclarecer sobre mudanças de alterações de rotina. Os meios de divulgação são e-mails, redes sociais, Intranet, rádio, televisão, etc.
Uma circular é um documento formal de comunicação interna em empresas, órgãos públicos e outras organizações para informar normas, avisos e advertências. Obviamente deve ser digitada com clareza e objetividade, tendo a mesma estrutura de uma carta: com cabeçalho, data (dia, mês e ano) e assinada pelo transmissor (gerente, administrador ou seja qual for o cargo).
Esses conceitos são simples e cruciais para garantir a eficácia dentro das instituições, entre instituições e entre elas e o público-alvo. Ajudam muito a evitar mal-entendidos internos e externos.
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| Imagem do Arquivo Google |
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| Imagem do Arquivo Google |
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| Foto: Arquivo Google |
Num comentário feito por uma pessoa no Facebook, ela argumentou que o "ss" na palavra "professora" não é um dígrafo porque cada "s" está em uma sílaba (pro-fes-so-ra). No entanto, em toda palavra com "ss" ou "rr", mesmo que as duas letras estejam em sílabas separadas, elas são dígrafos porque, juntas, representam o mesmo fonema: "s" ou "r".
Os fonemas são unidades sonoras representadas pelas letras na grafia. Em outras palavras: não existem letras vogais ou consoantes. As letras são sinais gráficos que representam os fonemas, e estes é que são classificados vogais, consoantes e semivogais, pois essas condições estão relacionadas à pronúncia, não à grafia.
A pessoa que disse que o "ss" em "professora" não é um dígrafo porque cada "s" está em uma sílaba confundiu "dígrafo" com "encontro consonantal" - que não é um encontro entre duas letras, mas entre dois fonemas consoantes. Um dígrafo é a junção de duas letras representando um fonema.
Exemplos de dígrafos:
Expresso - o "ss" representa apenas um fonema.
Arrebentar - o "rr" representa apenas um fonema.
Toalha - o "lh" representa apenas um fonema.
Achar - o "ch" representa apenas um fonema.
Nos encontros consonantais, as duas letras representam os dois respectivos fonemas. Exemplos: atleta (tl), aclamado (cl), aprovar (pr), etc.
mas os significados
são diferentes.
Numa postagem sobre apóstrofos que alguém fez no Facebook, algumas pessoas comentaram argumentando que a palavra correta é "apóstrofe". Isto revelou que muita gente desconhece que existem as palavras "apóstrofo" e "apóstofre", e que cada uma delas tem seu próprio significado.
O apóstofro é um sinal gráfico (') que indica a união entre duas palavras com a supressão de uma letra no encontro entre duas palavras. Exemplos: copo d'água (significando "copo de água"), olho d´água, Santa Bárbara d'Oeste (cidade do estado de São Paulo), etc.
A apóstofre é uma figura de linguagem. Figuras de linguagem são recursos usados para intensificar ou atenuar uma forma de se expressar. Exemplos:
- Meu Deus, que calor! - "Meu Deus" é uma apóstofre.
- Você, venha cá! - "Você" é a apóstofre.
O segundo exemplo de apóstofre mostra que às vezes ela é também um vocativo. Neste caso, é uma apóstofre por representar um recurso para interpelar diretamente uma pessoa. Para entender melhor este detalhe, sugiro que leia os artigos sobre retórica (1 e 2) e metonímia.
Até 2009, no Brasil a forma correta para escrever o nome do sinal "ponto e vírgula" era ponto-e-vírgula. Em 2009, os hífens foram abolidos. Não concordo com isto. Para mim, ponto-e-vírgula significa ";" e ponto e vírgula significa ".,". Porém, não sou eu quem define as regras gramaticais; portanto, obedeçam ao que determinam as mudanças adotadas em 2009. Agora, vamos ao que nos interessa nesta postagem.
Percebo claramente em muitos comentários e postagens nas redes sociais que muita gente não sabe usar corretamente os pontos, as vírgulas e os pontos e vírgulas corretamente. Algumas cometem o erro de achar que esses sinais podem ser aplicados como elas querem ou acham que devam ser, ignorando as regras específicas. Numa redação, numa prova, isto obviamente causa perda de pontos.
O ponto final de uma frase - geralmente chamado "ponto" para não ser confundido com o ponto final que encerra todo o texto - encerra a própria frase. Ele define uma afirmação, uma negação ou uma frase imperativa.
Exemplo de uma afirmação:
- Hoje é feriado.
Exemplo de negação:
- Hoje não é feriado.
Frases imperativas são as frases que representam uma ordem(a), uma solicitação(b) ou uma instrução(c). Exemplos:
a - Feche a porta.
É uma maneira gentil de determinar uma ordem. O ponto de exclamação (Feche a porta!) representa uma determinação com certa rispidez.
b - Feche a porta, por favor.
Auxiliado pela pausa suave sinalizada pela vírgula e pela expressão "por favor", o ponto encerra um pedido, não uma exigência.
c - Antes de sair, apague a luz e feche a porta.
É uma forma de instruir alguém sobre o que deve fazer quando tiver que sair do recinto.
A vírgula tem funções essenciais tanto para quem escreve quanto para quem terá que ler. É o principal elemento que determina a organização e a clareza da informação. Por isto requer a mais absoluta atenção quanto a quando se deve usá-la, como usá-la corretamente e quando não se deve usá-la. Ela serve para separar elementos em enumerações (exemplo: João, Pedro, Luiz e Maria), isola termos como vocativos e apostos, separa orações, marcar locais e datas e principalmente organizar advérbios e adjuntos adverbiais.
Exemplos de vocativo:
João, você precisa tomar uma providência.
Você tem que tomar uma providência, João.
- "João" é o vocativo nos dois exemplos.
Exemplos de apostos:
Pedro assumirá todas as responsabilidades.
- Pedro, por ter mais experiência, assumirá todas as responsabilidades.
Aposto explicativo: "por ter mais experiência" - explica por que Pedro terá que assumir as responsabilidades.
- Pedro, o mais experiente, assumirá todas as responsabilidades.
Aposto informativo: "o mais experiente" - informa que, num grupo de pessoas, Pedro é o mais experiente para uma finalidade.
O ponto e vírgula é um intermediário entre a vírgula e o ponto. Em termos mais simples: indica uma pausa mais intensa do que a da vírgula e menos intensa do que a do ponto. É usado para separar termos em enumerações que contêm vírgulas ("Pedro, meu irmão; João, o mais velho; e Maria" - informando que Pedro é meu irmão e João é o mais velho dentre as pessoas citadas). também serve para enfatizar conjunções adversativas e tópicos.
- As letras azuis são "links" nos quais você deve clicar para saber mais sobre os temas que elas indicam.
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| Foto: Arquivo Google |
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| Foto: Arquivo Google |
no âmbito do serviço público, mas esta não é
a única diferença.
Suponha que você tenha que fazer uma redação sobre demissões. Um erro que ocorre algumas vezes até em redações jornalísticas é o uso da palavra "exoneração" com o mesmo significado de "demissão". Em casos ocorrentes no setor privado (empresas e outras organizações particulares ou não relacionadas a governos federal, estaduais ou municipais), a palavra correta é sempre demissão, e pode ser voluntária (a pedido do funcionário) ou não. Se for como punição devido a um ato grave do funcionário, é chamada "demissão por justa causa".
A exoneração ocorre no setor público federal, estadual ou municipal. Nesse setor, o desligamento do funcionário é exoneração por ser voluntário ou por não representar um ato punitivo. É demissão quando se trata de uma sanção aplicada ao servidor que tenha cometido um ato grave. Ou seja: no setor público, a demissão ocorre como punição e a exoneração é o desligamento voluntário ou sem caráter punitivo.
Existe também a "demissão humanizada" ou "desligamento humanizado". Com a mania, que muita gente tem, de usar palavras em inglês em casos assim - sem qualquer necessidade - há também a denominação "offboarding humanizado". Existe a palavra que representa a tradução de offboarding em português: "desligamento". Portanto não há razão para usar a palavra inglesa num texto em português para leitores brasileiros. O mais importante neste caso é saber que se trata de uma forma aplicada por uma empresa privada para tornar o processo de demissão um funcionário menos traumática para ele e mais respeitosa para ele e a empresa. Porém este é um tema que pretendo abordar com mais detalhes na próxima postagem.
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| A aplicação da lógica na redação é mais importante do que o número de linhas ocupadas. |
que eles têm que fazer uma redação clara e objetiva
em poucas linhas.
É preciso lhes ensinar
como se faz isto.
Tenho notado que muitos professores e muitas professoras estão recomendando aos alunos para que façam suas redações ocupando o menor número possível de linhas e, ao mesmo tempo, desenvolverem um texto conciso, claro, objetivo dentro desse tão limitado espaço. No entanto, raramente explicam com clareza como os alunos devem conseguir isto. Isto requer noções básicas de lógica que os professores precisam conhecer e transmitir aos alunos.
Lembro-me de Spok, o icônico personagem da série "Jornada nas Estrelas", dizendo que "a lógica não deve ser uma finalidade, deve ser um princípio". Spok é um personagem fictício, mas creio sua fala seja um pensamento de Gene Rodenberg, o criador da série, expressa através dele. A lógica é uma técnica fundamental para embasar uma linha de raciocínio em qualquer atividade, inclusive no desenvolvimento de um texto. É através dela que se traça a necessária proporcionalidade entre os argumentos. É ensinando isto que o professor facilita ao aluno o entendimento sobre como planejar uma redação concisa e objetiva sem ser muito extensa mas também com o cuidado para não ser curta demais.
Dizer ao aluno que ele tem que escrever em poucas linhas e que o texto precisa ser conciso, objetivo, claro, com argumentos bem definidos, é dizer-lhe o óbvio. O professor precisa mostrar ao aluno meios de desenvolver as técnicas básicas para conseguir esse "óbvio". Resumindo: o ensinamento do professor ou da professora precisa ser lógico.
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| Desenho feito por Elias Alves |
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| Quem usa óculos usa sempre dois. |
está na forma plural.
Portanto, não se deve dizer
"um óculos", "aquele óculos", etc.
Muita gente está habituada a falar "um óculos", "meu óculos", etc. Em muitos anúncios apareçam pessoas falando "meu óculos", "o óculos", "seu óculos" ou "aquele óculos". O mesmo erro também é frequente em muitos textos comerciais, jornalísticos, publicitários, etc., mas o fato é que é um erro.
A palavra "óculo" tem o mesmo significado de "lente". Cada lente é um óculo. Apesar do conjunto com a armação e as lentes ser um, há duas lentes. Portanto, as formas corretas são "os óculos", "meus óculos", "aqueles óculos", etc. Se você usa óculos, você usa sempre dois. Por isto a palavra vem na forma plural: "óculos".
Para explicar de forma mais clara, lembro que "óculos" é um substantivo masculino plural cujo correspondente na forma singular é "óculo". A palavra "óculos" se refere a duas lentes (ou seja, dois óculos) ligadas pela armação, como mostra a ilustração. Portanto, são chamados "óculos" porque são sempre dois. Por esta razão, os artigos ("os", "uns") e os pronomes indicativos ("estes", "esses", "aqueles") ou possessivos ("meus", "seus") devem estar sempre na forma plural.
Um dia,
talvez você tenha
que interpretar um texto
ou fazer uma redação sobre isto.
| Imagem do Arquivo Google |
profissional nestas áreas,
você pode escrever sobre elas
mas para isto
precisa saber as diferenças básicas.
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| Imagem do Arquivo Google |
palavras em idioma estrangeiro
devem ser evitadas.
Numa postagem no Facebook, eu disse que as palavras em inglês, atualmente tão comuns nas relações através das redes sociais, devem ser evitadas se houver palavras com o mesmo sentido em português. Isto tem uma razão bem simples: nestes casos as palavras em inglês não são necessárias e a comunicação com todas as palavras em português se torna muito mais fácil. Entretanto, quando digo isto, algumas pessoas dizem que é preciso respeitar a liberdade de expressão. Isto significa que elas não sabem qual é o conceito de liberdade de expressão.
A liberdade de expressão dá a qualquer pessoa o direito de emitir a opinião que quiser, sobre o que quiser, receber e transmitir informações, expor ideias, desde que não se expresse de maneira hostil, deselegante, não cometa calúnias e não dissemine informações falsas. Esse conceito se refere ao que você expressa, não às palavras de outros idiomas. No entanto, embora não seja proibido, o uso de palavras estrangeiras deve ser evitado, principalmente quando se trata de uma redação numa prova do Enem, do vestibular, etc. A redação numa prova tem dois objetivos básicos. Um deles é verificar a profundidade do seu conhecimento a respeito do tema proposto. O outro é avaliar a sua capacidade de comunicação no idioma oficial de seu país (no nosso caso, o português) e o nível do seu domínio sobre as regras gramaticais. Portanto, se você usar termos em outro idioma, isto poderá causar a impressão de que você não conhece os termos adequados em seu próprio idioma. Isto pode causar a perda de pontos.
| Imagem do Arquivo Google |
É correto dizer "mercado livre" ou "livre mercado". Porém, a popularidade do aplicativo de compras pela Internet com o nome "Mercado Livre" faz com que se use a expressão "livre mercado" para evitar interpretações equivocadas quando o tema é o modelo econômico, não o aplicativo. É um modelo econômico cujas principais características são a livre iniciativa, a livre concorrência e o fato de não haver intervenção governamental na economia.
No livre mercado as trocas econômicas e comerciais são voluntárias, há uma autorregulação do mercado e os preços dependem da relação entre a oferta e a demanda de produtos e serviços. Além disto a propriedade privada é defendida e a iniciativa privada domina a indústria, o comércio e a prestação de serviços. É uma das bases principais do capitalismo, sistema econômico baseado na propriedade privada, na acumulação de capital e no lucro.
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| Ilustração: Arquivo Google |
mas o uso correto
de cada uma
depende do contexto
da frase.
certamente é causada
por uma nova palavra
ainda desconhecida
por muita gente.
Este é um fenômeno que acontece em todos os idiomas: frequentemente surgem novas palavras, novas expressões, etc. Atualmente, em alguns sites e aplicativos de vendas, surge frequentemente a expressão "deboísmo financeiro", e já há muitas pessoas querendo saber o que é isto. Uma preocupação natural, pois estão lidando com uma expressão ainda pouco conhecida e relacionada a finanças.
Parece-me evidente que isto tenha sua origem no fato de que uma nova palavra está começando a ser muito usada por pessoas que postam nas redes sociais e se comunicam com amigos através da Internet: "deboísmo". Trata-se de uma espécie de "corrente filosófica" cuja principal regra é procurar viver tranquilamente, sem grandes preocupações, etc. Vem daí o uso da expressão "deboísmo financeiro" através dos canais de vendas, que aproveitam a oportunidade para garantir aos consumidores a ideia de tranquilidade financeira nas compras.
Muitas palavras terminadas em "ismo" têm o significado de algum tipo de doutrina, conjunto de ideias, corrente filosófica, etc. Como exemplos, podemos citar "cristianismo", "catolicismo", "romantismo", "comunismo", "socialismo", "capitalismo", etc. Portanto, "deboísmo", que já tende a ingressar como palavra oficialmente integrada ao nosso idioma, já pode ser considerada uma palavra desta categoria. Isto provoca a necessidade do surgimento de outras palavras relacionadas a ela, tal como "deboísta" - pessoa bem-humorada, despreocupada, tranquila.
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| Imagem do Arquivo Google |
usa a palavra "mídia",
mas nem sempre
no contexto adequado.
Muita gente usa a palavra "mídia" para se referir a fatos ou informações veiculados através do jornalismo (radiojornalismo, telejornalismo, jornalismo impresso ou via Internet, etc.). Parecem não saber que tal palavra tem um significado muito mais extenso e que, quando generalizam dizendo que todos estão usando a mídia de forma inadequada, e dizem isto em postagens ou comentários no Facebook, no Linked In, no Instagram ou no WhatsApp, estão incluindo elas mesmas.
Essas pessoas precisam saber que "mídia" é todo o conjunto existente de formas de veiculação de informações e de comunicação, incluindo sistemas de televisão, rádio, jornais, revistas, telefonia fixa, telefonia móvel e tudo que se faz através da Internet. Ou seja: todas as formas usadas para a divulgação de informações, opiniões, ideias, através de mensagens particulares ou públicas. Os meios específicos para isto (televisão, rádio, Internet, etc.) são chamados "veículos ou meios de comunicação", "veículos ou meios de informação" ou "veículos ou meios midiáticos". A propaganda e o marketing também são atividades midiáticas.
Na verdade, "mídia" é uma forma "aportuguesada" da palavra inglesa "media", que é uma abreviação de "mass media", cuja tradução correta é "comunicação de massa". Em termos mais simples, isto significa que "mídia" é literalmente todo o conjunto de atividades relacionadas à comunicação social. "Comunicação social" é o nome que se dá à veiculação de informações para grandes públicos através de qualquer dos veículos midiáticos (televisão, rádio, Internet, etc.). Deve-se lembrar que "comunicação" significa troca de informações. Compreende-se, então, que "comunicação social" é a disponibilidade de informações considerando como respostas ou "trocas de informação" as reações do público.
À medida em que o tempo avança, muita coisa muda porque tem que mudar, porque precisa se atualizar, tornar-se mais eficaz. Evidentemente, no caso da mídia não poderia ser diferente, e a mudança mais significativa veio através da popularização da Internet. Através dela, a mídia perdeu totalmente seu antigo caráter de homogeneidade. Os assuntos mais debatidos não são mais os de interesse exclusivo das grandes empresas de comunicação. Nem mesmo das grandes empresas de qualquer setor de atividade. Existe agora uma tal "mídia alternativa", fundamentada principalmente na formação de "grupos" nas redes sociais online, nos quais diversos tipos de assuntos variados ou específicos são postados e discutidos. Isto trás à tona, dentro da comunicação social, a necessidade de amplos debates sobre mídia analógica, mídia digital, mídia eletrônica e seus respectivos conceitos. Como a Internet está à disposição de um número cada vez maior de pessoas, há muito tempo isto já não é mais de interesse específico dos empresários e dos profissionais de comunicação. É do interesse de todos.