Elias Alves foi locutor e redator noticiarista na Rádio Vitória, em Vitória, no estado do Espírito Santo - Brasil. Ele também trabalhou como redator comercial na TV Vitória entre 1990 e 1997. Antes, entre 1986 e 1990, foi redator noticiarista na Rádio Gazeta, também em Vitória. Posteriormente atuou na Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom) até dezembro de 2002.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Não confunda "dígrafo" com "encontro consonantal".


Foto: Arquivo Google
Mesmo que não estejam na mesma sílaba,
duas consoantes com apenas um fonema
constituem um dígrafo.



Num comentário feito por uma pessoa no Facebook, ela argumentou que o "ss" na palavra "professora" não é um dígrafo porque cada "s" está em uma sílaba (pro-fes-so-ra). No entanto, em toda palavra com "ss" ou "rr", mesmo que as duas letras estejam em sílabas separadas, elas são dígrafos porque, juntas, representam o mesmo fonema: "s" ou "r".
Os fonemas são unidades sonoras representadas pelas letras na grafia. Em outras palavras: não existem letras vogais ou consoantes. As letras são 
sinais gráficos que representam os fonemas, e estes é que são classificados vogais, consoantes e semivogais, pois essas condições estão relacionadas à pronúncia, não à grafia.
A pessoa que disse que o "ss" em "professora" não é um dígrafo porque cada "s" está em uma sílaba confundiu "dígrafo" com "encontro consonantal" - que não é um encontro entre duas letras, mas entre dois fonemas consoantes. Um dígrafo é a junção de duas letras representando um fonema. 

Exemplos de dígrafos: 
Expresso - o "ss" representa apenas um fonema.
Arrebentar - o "rr" representa apenas um fonema.
Toalha - o "lh" representa apenas um fonema.
Achar - o "ch" representa apenas um fonema.

Nos encontros consonantais, as duas letras representam os dois respectivos fonemas. Exemplos: atleta (tl), aclamado (cl), aprovar (pr), etc. 

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