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O Laicato

Segundo a Igreja Católica,
este é o 
Ano do Laicato.
Será que todos os católicos
sabem o que é "laicato"?

"Laicato" ou "laicado" é a condição de uma pessoa leiga em relação à religião que ela mesma segue, seja esta qual for. É também o conjunto de pessoas que se encontram nessa mesma condição. "Leigo" (feminino: "leiga") é qualquer pessoa que desconhece totalmente ou tem conhecimento pouco aprofundado sobre um determinado assunto. Quem não é médico ou médica, por exemplo, é leigo(a) em medicina. A Igreja Católica informa que 2018 é o Ano do Laicato, mas certamente um enorme número de católicos não sabe o que é um laicato. 
"Laicado" ou "laicato" sou palavras derivadas de "laico". "Laico" é o mesmo que "leigo", mas a Igreja considera leigos todas as pessoas que, mesmo sendo católicas, não são membros do clero (padres, bispos, arcebispos, cardeais e o papa). Relacionada a essas palavras também está a palavra "laicismo", que é uma doutrina. "Doutrina" é todo tipo de ensinamento em que não se permite que o doutrinado o questione. O laicismo é uma doutrina em que não se admite a interferência de ideários religiosos nas instituições sociais (escolas, por exemplo). 
Existe a expressão "Estado laico", que muita gente usa de forma equivocada. Às vezes a expressão é escrita de maneira ortograficamente incorreta: estado laico. Neste caso, a palavra "Estado" deve ser escrita com "E" maiúsculo porque significa o governo municipal, estadual ou federal e todas as suas instituições. A palavra "estado" se refere a uma forma derivada do verbo estar, à condição de algo ou alguém ou a uma das unidades federativas do país (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, etc.). 
Muita gente usa a expressão "Estado laico" como se ela significasse um regime de governo que não permite manifestações religiosas. O Estado laico é exatamente o contrário disto: É um regime governamental no qual se permite que qualquer pessoa exerça seu direito de ser seguidor da religião que quiser ou de nenhuma delas. Este tipo de governo tem por princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando-os nem criticando-os negativamente.

O Significado de "Joint Venture"

Ilustração feita pelo autor do texto.
Esta
é mais uma expressão estrangeira
sem necessidade.

"Joint venture" é mais uma expressão em inglês amplamente usada no Brasil quando o assunto é economia. Não tem tanta necessidade de ser usada, pois existe a tradução em português: "empreendimento conjunto". Entretanto, como ocorre em outros casos, esta é mais uma expressão em inglês com a qual você terá que se acostumar, pois mesmo que você não a use em suas redações ou em suas conversas, você a ouvirá em muitas palestras, seminários, e a verá em muitos textos sobre economia e mercado.
O "joint venture" ou "empreendimento conjunto" é um acordo entre duas ou mais empresas para estabelecer estratégias por um objetivo comum por um tempo determinado. Em termos mais simples, pode-se dizer que se trata de uma parceria temporária entre empresas. Os objetivos podem variar desde uma simples colaboração com finalidades comerciais ou tecnológicas à fusão de sociedades em uma única empresa. Isto não causa a perda de condição dos participantes como pessoas jurídicas por se tratar de uma associação sem uma definição legal precisa no Brasil, embora jurisprudencialmente reconhecida. A jurisprudência é uma condição em que há um conjunto de decisões sobre as interpretações das leis através de um tribunal.
Os joint ventures podem ser societários ou contratuais. São societários ou "corporate joint ventures" os casos em que a intenção é realizar um projeto ou empreendimento comum criando-se uma nova empresa com uma nova personalidade jurídica. São contratuais ou "non corporate joint ventures" as parcerias baseadas num contrato de relações apenas obrigacionais, com ou sem transferência de recursos por parte dos associados. Isto justifica a expressão "joint venture", que tem mais a ver com "risco conjunto" do que propriamente com "empreendimento conjunto". 

O Que são Debêntures?

Esta é apenas uma
entre tantas palavras
vindas do inglês.

Esta foi uma pergunta enviada por um leitor de São Paulo (SP), possivelmente interessado em fazer uma redação sobre debêntures. A palavra faz parte do vocabulário usado na área de economia há muitas décadas e comprova que essa maciça inclusão do inglês em nosso idioma sempre ocorreu desde quando "football" se tornou "futebol", embora o esporte praticado no Brasil seja mais conhecido como "soccer" nos países onde o inglês é o idioma oficial.
O debênture é um título de crédito. Títulos de crédito são documentos emitidos de acordo com leis específicas para representar uma obrigação financeira com base na confiança de que os portadores cumprirão suas promessas de pagamento dentro dos períodos determinados. É importante salientar que, nestes casos, o sentido do crédito é a certeza do pagamento futuro combinado, já que a ideia de utilização para devolução posterior não teria sentido se o pagamento fosse à vista.
Também é importante ressaltar que um debênture é um título de crédito que representa um empréstimo que uma empresa ou companhia realiza junto a terceiros. É importante lembrar que isto tem que ser feito de maneira que assegure a esses terceiros seus direitos contra a própria empresa ou companhia conforme o que estiver estabelecido no texto do documento. É, portanto, uma forma de garantir um financiamento de acordo com determinadas necessidades financeiras para evitar contratempos e operações caras.    

O Uso Correto do "a" Craseado

Não se usa "à"
antes de um
substantivo masculino.

O "à" ("a" craseado) só deve ser usado quando for sucedido por um substantivo feminino. Por exemplo:
- O menino foi à escola. 
- Assisti à palestra.
- Compareceu à reunião.
- Eu me referi à sua pessoa. 

É preciso observar a aplicação correta do "à" porque ele sinaliza o encontro entre o "a" como preposição e o "a" como artigo definido feminino. Por isto, ele não pode ser usado antes de nomes de lugares (cidades, estados, etc.), de pessoas ou de qualquer outra coisa que não seja um substantivo feminino. Veja abaixo alguns exemplos errados.
- Refiro-me à isto.
- Eu disse à Rafael.
- Eu me referi à Eliana.
- Fui à Vitória (capital do Espírito Santo).
As formas corretas, nestes casos, são "a isto", "a Rafael", "a Eliana" e "a Vitória" porque o "a" é apenas uma preposição.

Há alguns casos em que nomes de países e locais são precedidos pelo artigo definido feminino. Nestes casos, quando ocorrer o encontro da preposição com o artigo, a crase se torna necessária. Exemplos:
 
- Irei à França no próximo ano.
- Já estou com tudo pronto para minha vinhagem à Espanha.
- Meu irmão irá à Disneylândia no próximo mês.

Por que tantos estudantes deixam de abordar os temas nas redações?

Será que eles sabem
o que é um tema?


Em todos os anos, é grande o número de participantes do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) que perdem pontos nas redações. Tenho a impressão de que isto acontece porque muitos deles não sabem qual é o significado da palavra "tema". Por isto, não se concentram no assunto principal.
Se você é uma dessas pessoas que têm dificuldade em se concentrar num tema enquanto escreve, sugiro que você tome por exemplo um parque temático. Um parque temático é um local de diversões cujo conjunto de brinquedos e atrações se refere a um determinado tema. O Walt Disney World, informalmente chamado "Disney World", é o parque temático mais famoso e mais visitado do mundo. Nele o principal tema é relacionado aos personagens, filmes e outras obras realizadas por Walt Disney e pela Walt Disney Company.
Isto tudo quer dizer que "tema" significa simplesmente "assunto", "tópico", assunto específico dentro de uma determinada área de conhecimento. Se um filme conta a história da vida de Abraham Lincoln, isto significa que o tema do filme é a biografia do 16º presidente dos Estados Unidos. Portanto, se um determinado assunto foi proposto como tema para sua redação, é sobre esse assunto que você tem que escrever, não sobre outro.  Você pode até abordar outro assunto, desde que este tenha alguma relação com o tema proposto, mas neste caso você terá que argumentar essa relação e manter no texto a abordagem principal, que tem que ser sobre o tema proposto. 

Os Diferentes Tipos de Corrupção

"Corrupção" significa
"deterioração",
"putrefação".


Um alimento estragado é um alimento corrompido. É, portanto, um alimento afetado por uma corrupção. Isto porque "corrupção" é o mesmo que "deterioração", "estrago", "putrefação". É a modificação das características originais de algo causando estragos. É com este sentido que a palavra "corrupção" é também empregada como referência a tipos de crimes que ocorrem principalmente nos meios políticos e empresariais.
Esses crimes estão relacionados ao suborno, que no Brasil é mais conhecido popularmente como "propina". O suborno consiste no ato de prometer, oferecer ou pagar a uma autoridade, funcionário público ou a um profissional de qualquer atividade um determinado valor em dinheiro ou presentes como carros, apartamentos, jóias e até viagens de férias para a pessoa subornada deixar de cumprir suas obrigações quanto à ética. Deve-se entender, porém, que "suborno" e "corrupção" não são a mesma coisa. O suborno é apenas um dos tipos de corrupção.
Um exemplo de suborno muito comum: para não pagar uma multa, um motorista paga em dinheiro a um guarda de trânsito que o flagrou cometendo uma infração no trânsito. Outro exemplo: num processo de licitação, o representante de uma das empresas fornecedoras de serviços ou produtos oferece dinheiro ou algum tipo de vantagem ao responsável pela realização do processo para favorecê-lo.
A pequena corrupção ocorre quando, no final da implementação de um serviço público, os funcionários se encontram com o público. A grande corrupção ocorre nos níveis mais alto de um governo municipal, estadual ou federal, e requer uma subversão de sistemas políticos e administrativos. A corrupção sistêmica ocorre quando sua prática se baseia nas fraquezas de uma organização ou de um processo. 
"Corrupto" é o mesmo que "corrompido". É a pessoa que age desonestamente para beneficiar outra. O corruptor é a pessoa beneficiada é alguém que, por chantagem ou outro meio, pede ou exige que o corrupto aja assim.
A corrupção é sempre ativa e passiva ao mesmo tempo. É ativa em relação ao corruptor e passiva em relação ao corrompido. Por isto algumas legislações definem as duas condutas como o mesmo tipo de crime. No Brasil, são consideradas tipos de crimes diferentes. 

O que é uma "holding"?

Uma "holding"
é uma sociedade gestora
de participações sociais.


Muitas pessoas me perguntam se a utilização de palavras e expressões em inglês podem ser usadas em redações formais. Não há nada de errado em usá-las, desde que o autor da redação realmente conheça seus significados e saiba como inseri-los adequadamente no contexto da redação. Aliás, é até importante que as pessoas se familiarizem com tais palavras e expressões porque, queiram ou não, terão que ouvi-las e e encontrá-las em muitos textos muitas vezes, especialmente quando o tema for relacionado à informática e a negócios.
Hoje em dia, quando o assunto é economia ou negócios, uma das palavras mais usadas é holding. Porém, muitas pessoas a usam como se ela significasse apenas algo relacionado a uma empresa de grande porte, uma empresa multinacional ou algo assim. "Holding" é uma derivação do verbo "hold", que é "aguardar", "esperar" em inglês. Porém, dependendo do contexto da frase em que é usado, "hold" também pode significar "segurar". Neste caso, "holding" recebe o significado de "segurando", a forma do verbo "segurar" no gerúndio. Esses detalhes facilitam o entendimento do significado de "holding" no mundo dos negócios: é uma sociedade de administração de participações sociais com o objetivo de segurar (isto é, garantir) direitos relativos às ações ou cotas das empresas de um mesmo grupo.
Isto significa que uma holding é a empresa que possui e administra a maioria das ações ou cotas das empresas do grupo do qual ela faz parte. Para citar um exemplo de como isto funciona, suponha que uma empresa que fabrica e vende peças de vestuário no Brasil também possa obter lucros se vender sapatos mas não tem experiência na fabricação de calçados. Uma empresa de outro país produz ótimos sapatos quer vendê-los no Brasil mas não conta com uma rede varejista (lojas revendedoras - neste caso, lojas onde são vendidos calçados) no nosso país.
Neste exemplo, as duas empresas decidem fazer uma parceria para a venda de calçados no Brasil. Juntas, elas formariam o que seria uma nova empresa atuando nas áreas de importação e distribuição dos calçados. Neste caso, a empresa brasileira, fabricante de roupas, se tornaria uma holding mantendo-se com o direito a 100% de seu capital como empresa na situação anterior à parceria e de 51% (pouco mais da metade) do capital das duas empresas como parceiras. 
Em outras palavras: uma holding é uma empresa que, após formar uma parceria com outra ou com outras empresas, mantém para si os direitos como dona da maior parte do capital do grupo.
Em outros artigos, abordarei sobre o uso de outras palavras e expressões em inglês que estão sendo cada vez mais usadas principalmente quando os temas são relacionados a negócios. Expressões como "joint venture", por exemplo, estão cada vez mais presentes nas relações comerciais e empresariais. Este será o tema da próxima postagem.

O Significado de "Mercado de Trabalho"

Ilustração: Bendito Inglês
O empregado
vende o serviço;
o empregador 
compra o serviço
vendido pelo empregado.


O mercado de trabalho é um dos temas para redação mais frequentes no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) ou nos vestibulares. Acontece que na maioria das vezes ele vem sugerido com outras palavras ou expressões: empregabilidadeempregodesemprego, etc. Nas redações, os concorrentes costumam dizer que o mercado de trabalho está muito concorrido, está muito difícil, etc., mas nem sempre demonstram saber por que ele é chamado "mercado de trabalho".
"Mercado de trabalho" é a relação entre as pessoas que oferecem força de trabalho (pessoas que procuram emprego) e as pessoas interessadas em contratá-las (empregadores). É um sistema no qual há uma negociação para determinar os preços (salários e benefícios) e outros detalhes relacionados a direitos e obrigações de ambas as partes. Os estudos mais recentes sobre esse fenômeno visam prever os resultados da interação entre desempregados e empregadores, mas também da interação entre empregados e empregadores, já que manter-se no emprego também nem sempre é tão fácil. Obviamente, essa interação estará sempre relacionada à situação econômica e/ou social dominante na cidade, no estado ou no país.
O sistema é chamado "mercado" porque é um mercado como outro qualquer: um dos interessados (desempregados) quer vender seu produto (o trabalho) a quem necessita comprá-lo (o empregador). "Desempregado" não é apenas quem está sem emprego, é a pessoa que não está empregada mas procura uma colocação ou recolocação no mercado de trabalho. Nesse tipo de negociação, o preço é o total da soma entre o salário e os benefícios que o empregador terá que pagar caso o desempregado seja contratado.
Também participam do mercado de trabalho pessoas que trabalham por conta própria. Neste caso, o profissional oferece seus serviços ou produtos cujos preços serão pagos pelos clientes, que são as pessoas interessadas em adquiri-los. Em ambos os casos, é preciso que todos os envolvidos no esquema (empregados, profissionais liberais, empregadores e clientes) conheçam bem seus direitos e deveres previstos em lei. 

A Diferença Entre um Plebiscito, um Referendo e uma Iniciativa Popular

Até políticos
às vezes usam
às duas palavras
para se referirem
à mesma coisa.


Até mesmo parlamentares (vereadores, deputados federais e estaduais e senadores) usam, às vezes, as palavras "plebiscito" e "referendo" para se referirem à mesma coisa, como se elas fossem sinônimas. Na verdade elas representam dois atos de cidadania diferentes. Quando você tiver que fazer uma redação sobre isto, lembre-se dos detalhes que seguem abaixo.
Muita gente acha que tanto o plebiscito como o referendo são ocasiões em que os eleitores votam dizendo "sim" ou "não" a algo que um governo municipal, estadual ou federal pretenda realizar. Há, no entanto, diferenças que podem ser resumidas da seguinte forma: num referendo, as pessoas opinam ou fazem sugestões; num plebiscito, prevalece a decisão da maioria dos eleitores. Além disto, há também a chamada "iniciativa popular". Observe os detalhes explicados abaixo.
Num plebiscito, os eleitores de um município, de um estado ou do país são convocados para corresponder a uma consulta antes de ser aprovada uma lei com o objetivo de criar, aprovar ou proibir algo. Através de votos, a maioria dos eleitores decide pela aprovação ou rejeição à lei. O referendo é um ato através do qual, também através de voto, a maioria dos eleitores decide pela anulação de uma lei já em vigor. No âmbito federal, enquanto o referendo é um processo sobre uma conjuntura já instituída, o plebiscito é um ato através do qual a maioria dos eleitores decide por uma alteração na própria Constituição.
Para a realização da iniciativa popular, é apresentado pelo governo um projeto de lei sobre determinado assunto. Para ele ser aprovado, tem que ser assinado por pelo menos um por cento de todo o eleitorado de pelo menos cinco estados. A simples assinatura já significa que o eleitor o aprova. Se menos de 0,3% dos eleitores de cada estado não assinarem, a lei não será concretizada.   

A Denegação


"Denegar"
não é apenas

o mesmo que
"negar".

Os mais recentes eventos políticos e jurídicos ocorridos no Brasil têm trazido à tona palavras com as quais a maioria da população brasileira não está familiarizada. Esta é uma excelente oportunidade para os interessados em enriquecer seu vocabulário. São palavras incomuns, mas que existem há muito mais tempo do que muitos imaginam e são impostantes para o idioma.
Duas destas palavras são o substantivo feminimo "denegação" e o verbo "denegar". Muitos dicionários indicam as palavras "negação" e "negar" respectivamente como sinônimas de "denegação" e de "denegar". Não é bem assim. "Negação" é o ato de não admitir algo como verdade ou de não permitir uma concessão. "Denegação" é um tipo particular de negação que ocorre quando o que alguém expressa como conteúdo afirmativo só poderia ser expresso por meio de uma negação. Explicando melhor: é a recusa em reconhecer a exatidão de um fato alegado ou dos argumentos apresentados pelo relator do fato.
Num processo judicial, a denegação é um instrumento de defesa em que alguém se recusa a reconhecer como seu um pensamento ou um desejo que antes foi conscientemente expresso por si mesmo. Ocorre quando, por exemplo, um advogado expressa sua opinião sobre um caso e depois ele mesmo revela uma opinião diferente. Em termos gerais, a denegação uma tentativa de autoproteção pelo medo de algo gerar um sofrimento. É também o ato que uma pessoa comete ao aceitar somente opiniões que coincidam com a dela mesma, recusando-se a aceitar opiniões diferentes. Portanto, quando uma pessoa não aceita como realidade aquilo com o que ela não concorda mesmo se essa realidade for comprovada, ela está denegando.

A ilustração foi feita pelo próprio autor do blog.

As Mensagens Subliminares

Este é um recurso
muito usado
em marketing e propaganda.


A imagem que aparece na ilustração já foi interpretada como "mensagem subliminar". Uma interpretação, ao meu ver, equivocada, pois o rosto de uma mulher está bem nítido. Uma mensagem é subliminar quando ela não é percebida conscientemente.
Em vários sites, existem fotos e vídeos mostrando supostas mensagens subliminares. "Supostas" porque muitas delas são meras questões de interpretação pessoal ou mesmo falsas. Há também pessoas que falam de "mensagens subliminares" sem saber o significado de "subliminar". Entre estas estão muitas pessoas que a interpretam sempre como algo relativo ao Demônio, ao sexo ou à pornografia.
"Subliminar" é o mesmo que "subconsciente". No Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, está explicado que se trata de "aquilo que não é ou não está explícito". Ou seja: algo imperceptível ou quase imperceptível. As mensagens subliminares são recursos muito usados, por exemplo, em marcas e logomarcas para que os consumidores identifiquem com mais facilidade os produtos ou serviços anunciados.
Numa mensagem subliminar, uma imagem projetada numa velocidade maior do que a capacidade visual humana, na maioria dos casos, pode perceber, não será vista conscientemente, mas atuará no subconsciente da pessoa, podendo influenciá-la em seu comportamento, suas decisões, etc. No caso do anúncio de um produto ou serviço, seu objetivo é convencer essa pessoa de que ela necessita do que está sendo oferecido.
Não se trata de uma teoria recente. Ela começou a ser conhecida a partir de 1957, quando o publicitário norte-americano James Vicary fundou a empresa Subliminal Projection Company ("Companhia de Projeção Subliminar"). Naquele ano, nos cinemas dos Estados Unidos, a empresa de publicidade fez uma campanha para a Coca-Cola usando apenas a exibição da mensagem "Drink Coke and eat popcorn" ("Beba uma Coca e coma pipoca"). A mensagem permanecia na tela por pouquíssimos segundos, um tempo tão curto que ninguém conseguia lê-la. No entanto, o propósito era este mesmo: não era para ser lida pelas pessoas. O fato é que até hoje o hábito de beber Coca-Cola e comer pipoca durante uma sessão de cinema é comum, principalmente entre adolescentes, em quase todo o mundo. A palavra "subliminal", em português, também está correta e tem o mesmo significado de "subliminar".  

Conceito e Definição

Fonte: www.bing.com
Há diferenças significativas
entre as duas coisas.

Muitos são os professores de Língua Portuguesa que exigem que seus alunos definam uma palavra mas não lhes explicam o que é uma definição. A ilustração exposta aqui diz que na definição a abordagem é essencialista. "Abordar" significa "aproximar-se de algo ou de alguém" ou a forma como nos aproximamos. Numa redação, por exemplo, o autor faz uma abordagem do tema quando trata do mesmo o mais próximo possível da realidade como ele a vê. Quando se diz que a abordagem é essencialista, isto significa que ela tem que ser o aspecto essencial, principal, do texto.
No conceito, a abordagem é contextual. Ou seja, ela tem que ser feita com o uso de palavras e expressões bem inseridas no contexto. "Contexto" é a forma adequada como o assunto é tratado. Na redação, o contexto é a forma como o texto é composto. É o desenvolvimento do discurso. É a ordenação das ideias dentro das circunstâncias da linguagem que é usada.
É importante lembrar que "definição" e "significado" também não são a mesma coisa. O significado é o sentido de uma palavra, uma expressão ou uma frase. É aquilo que a palavra, a expressão ou a frase representam. A definição é a explicação desse sentido. É a definição que determina de forma objetiva, o significado e, consequentemente, o conceito de uma palavra ou uma expressão.

A Tergiversação

Muitos alunos
tergiversam

nas redações.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Gilmar Mendes, usa muito o verbo "tergiversar". O historiador brasileiro Marco Antônio Villa também. Em termos jurídicos, a tergiversação é um dos crimes praticados contra a administração da justiça. Ocorre quando um advogado ou procurador judicial faz o chamado "jogo duplo", defendendo partes contrárias numa mesma causa. Quando o historiador ou outras pessoas usam o verbo tergiversar fora de seu significado jurídico, eles se referem ao ato de se utilizar algum fato como desculpa ou evasiva sem que o mesmo se justifique desta forma.
Fora do âmbito jurídico, a tergiversação é o ato de interpretar palavras ou textos inteiros propositalmente de modo contrário ao que eles dizem ou devido a conveniências, usando desculpas evasivas ou fugindo do tema. Numa redação no Exame Nacional de Ensino Médio, quando o texto do aluno foge do tema, causa a impressão de que ele está tergiversando, e esta é uma das razões pelas quais isto o faz perder pontos. 
A tergiversação ocorre quando, num programa de televisão, por exemplo, a resposta dada pelo entrevistado não tem relação com a pergunta que lhe fora feita. Esta é uma tática muito usada por certos políticos quando as perguntas são relacionadas a acusações contra eles. São respostas evasivas, com frases propositalmente com sentidos vagos, tentando usar subterfúgios para fugir do tema principal.