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A Diferença entre a Criatividade e o Potencial Criativo nas Redações

São fatores fundamentais
que precisam ser demonstrados
em qualquer tipo de redação.


Vocês já devem estar bem familiarizados com conselhos como o de serem criativos no redação. Uma coisa é diferente da outra, mas revelar criatividade é também revelar o seu potencial criativo, e a redação feita em qualquer ocasião (numa prova ou em qualquer outro momento da vida) é sempre uma grande oportunidade para isto. Na redação você expõe suas ideias e opiniões e tem que argumentá-las, e a forma como você as argumenta depende de sua criatividade e de seu potencial relativo a ela. Para ajudar vocês a desenvolver isto de uma maneira mais fácil, permitam-me ajudá-los a entender a diferença entre as duas coisas.
Se você está lendo este blog, você usa a Internet. Suponho, portanto, que, como a maioria dos internautas, você esteja familiarizado com algumas expressões comuns na "linguagem" da informática. "Memória RAM", por exemplo. "RAM" é a sigla para a expressão inglesa "Random Access Memory" ("Memória de Acesso Aleatório"). É um tipo de memória em sistemas eletrônicos que permite o armazenamento de informações arquivadas. Em termos mais simples: é um registro de memória computadorizada. Pode-se dizer que a criatividade é a "memória RAM" dos seres humanos. Num contexto social, ela se desenvolve naturalmente, mas é importante observar os efeitos desse desenvolvimento, que fazem com que o indivíduo se torne capaz de inventar, criar, construir, destruir e reconstruir de outra forma. É a isto que se chama "capacidade criativa" ou "potencial criativo". 
Em outros artigos publicados no Redafácil, está dito que uma redação não deve ter um texto muito extenso nem curto demais, que o texto deve ser coeso, conciso, etc. São regras, mas a forma como esses regras são aplicadas no texto provém da criatividade do autor. A melhor forma de aprimorar a capacidade de produzir um texto criativo é esta: tornar a prática da leitura um hábito. Isto não significa que vocês devam ter o mesmo estilo dos autores dos livros, artigos, etc., que vocês lerão. Significa que vocês precisam observar os diferentes estilos de texto que poderão ajudá-los a desenvolver melhor os seus próprios estilos. Lembre-se: se alguém escreve, escreve para quem lerá seu texto. Portanto, o autor do texto tem que focar sua atenção muito mais para a forma como quem o lerá poderá interpretá-lo do que como ele mesmo interpretaria. É fácil verificar isto: em casa, escreva um texto qualquer e peça a alguém para lê-lo e dizer o que entendeu. Também, vocês podem escrever seus textos e, depois, lê-los - isto é, colocar-se no lugar de quem os lerá.
Se vocês são estudantes, não esperem que seus professores peçam para vocês fazerem redações. Façam-nas em casa, pelo menos de vez em quando, vocês mesmos e, depois, peçam para seus professores avaliá-las. Eles não precisam ser professores de Língua Portuguesa. Façam suas redações sobre quaisquer das disciplinas para que os professores das disciplinas escolhidas as leiam e lhes revelem como eles as interpretaram. Evidentemente, em qualquer dos casos, é importante que os professores de Língua Portuguesa avaliem as condições ortográficas e gramaticais. O mais importante é que, nessas redações, vocês exercitarão suas criatividades e seus potenciais criativos - fatores fundamentais para o sucesso em qualquer atividade profissional futuramente. 

O Objetivo e a Objetividade

Nas relações de trabalho,
é claro que uma palavra
em lugar da outra
gera problemas.

Nas redações em relações de trabalho, e até mesmo em palestras, conferências, etc., é comum percebermos o uso da palavra "objetivo" na tentativa de expressar "objetividade" e vice-versa. Isto com certeza causa dificuldades em algumas relações de trabalho porque conduz a equívocos de interpretação. São casos em que a interpretação equivocada não é causada pela dificuldade da pessoa que recebe a mensagem interpretá-la corretamente, mas pela dificuldade do emissor da mesma mensagem redigi-la corretamente. 
"Objetivo" é aquilo que se pretende conseguir. É a concretização de algo planejado. É o resultado a ser obtido ou já conseguido conforme o que era desejado. É importante destacar que há o objetivo geral e o específico. O objetivo geral constitui a ação do plano que destaca menção ao objeto de forma mais direta. "Objeto", neste caso, significa o objetivo propriamente dito, mas o objetivo específico é uma parte do objetivo geral. 
Para que isto seja entendido de modo mais fácil, deve-se dizer que o o objetivo específico resulta de um desdobramento do objetivo geral. Para definir um objetivo específico, é preciso detalhar o objetivo geral tanto quanto for possível, destacando as informações mais importantes para ele ser conseguido. Há situações em que o plano precisa ser elaborado de forma inversa, unindo os objetivos específicos já indicados para se chegar ao objetivo geral.
A objetividade é a forma pela qual se dá ou se pretende realizar uma representação fiel do objetivo. Por isto, a objetividade depende mais do objetivo do que o objetivo depende dela. É por isto que se diz que qualquer tipo de redação precisa ter uma objetividade bem clara: é uma forma de dizer que o texto precisa estar bem claro para obter o objetivo, que é a interpretação correta por parte de quem o lerá. 

Sete Erros Gramaticais Muito Frequentes nas Redes Sociais

São erros
que parecem não ser demais,
mas precisam
ser evitados.

Para muita gente, o fato de cometer erros gramaticais ao digitar em comentários ou fazer postagens numa rede social online não causa problemas. Há os que vão ainda mais longe: digitam termos chulos e palavrões. Mesmo abreviados, ainda são termos de baixo calão e devem ser evitados. Isto pode causar mais problemas do que elas possam imaginar. 
Seu perfil numa rede social é como se fosse o seu cartão de visitas online. Mesmo quando você se relaciona com pessoas que você saiba quem são ou as conhece pessoalmente. "Deslizes" como esse se espalham sem você saber. Mesmo entre aquelas pessoas que lhe dizem que não veem mal nisto, há as que comentam contra você em mensagens particulares. De qualquer forma, cumprirmos nossas obrigações como pessoas educadas é algo que temos que fazer em todo momento, via Internet ou em qualquer outra situação.
Quanto aos erros gramaticais, muitos deles se relacionam com o "internetês". Isto está se tornando um hábito tão grave que seus usuários estão usando esse tipo de linguagem também fora da Internet. Mesmo nas redes sociais, o uso de palavras erradas como "mais" ao invés de "mas"; "o óculos" (a forma correta é "os óculos"), etc., causam péssima impressão. Algumas expressões erradas na Internet são postadas como forma de humor, mas esses erros se fixam de tal forma nas mentes das pessoas que elas esquecem as formas corretas e passam a usar as erradas cotidianamente. Alguns professores dizem que "a Internet não tem comprometimento com a gramática". A Internet não tem, mas seus usuários precisam ter. O corretor automático não corrige tudo. Os computadores e os celulares não possuem capacidade de raciocínio linguístico. Logo, é preciso que os usuários conheçam as regras.
Seguem abaixo os erros mais frequentes nas redes sociais:

1 - Nada haver - forma correta: Nada a ver.
A expressão é usada para se dizer que uma coisa não tem relação com outra. O verbo "haver" tem sentido de "existir"; portanto, não há razão para usá-lo nesta expressão, cujo significado é uma relação ou comparação entre duas coisas.

2 - Há alguns anos atrás - forma correta: Há alguns anos. 
Não há necessidade da palavra "atrás", pois "há", forma do verbo "haver", já indica que há um tempo decorrido. 

3 - A cinco anos atrás... - forma correta: Há cinco anos. 

4 - O lugar aonde eu moro - forma correta: o lugar onde eu moro.
"onde" indica um lugar. "Aonde" indica direção.
Exemplos:
"Aonde você irá amanhã?"
"Irei aonde quer que você vá."

5 - Mulheres digitam "obrigado" ao agradecer. A forma correta é "obrigada".
Quando eu digo "obrigado" ou "muito obrigado", estou dizendo com apenas uma palavra que eu me sinto obrigado a agradecer por algo.  Quando uma mulher agradece, ela deve dizer obrigada ou muito obrigada, pois está dizendo resumidamente que se sente obrigada a agradecer.


6 - Irá fazer - forma correta: fará.
Não há necessidade do uso de dois verbos. Basta usar somente o verbo principal indicando a ação futura.

7 - agradeço à vocês (ou à você) - forma correta: agradeço a vocês (ou a você).
A crase sobre o a ("à") representa o encontro entre dois "a". Um deles é uma preposição e o outro é o artigo definido feminino. Exemplos corretos:
"Vou à cidade"
"Viajarei à tarde"
"Irei à igreja"

Não se usa a crase quando o "a" for seguido por um substantivo masculino.




"Bem-Estar" ou "Bem Estar"?

Desde 2012,
algumas dúvidas 
quanto ao uso do hífen
ainda persistem.


Algumas pessoas perguntam se a forma de escrever corretamente é "bem-estar" ou "bem estar". A escrita correta é com o hífen: bem-estar. Trata-se de um substantivo composto (formado por duas palavras) que se refere a um estado de boa disposição, satisfação, prazer, comodidade, boa saúde, conforto, etc. Exemplos:

Qualidade de vida:
- O governo tem que promover o bem-estar da população.

Estado de quem se sente bem:
- Isto me dá uma sensação de bem-estar.

Bem-estar é uma composição formada por justaposição. Essa justaposição é a junção de mais de uma palavra (neste caso, são duas) que causa a formação de uma nova palavra. Nestes casos, quando ocorre um substantivo composto em que as duas (ou mais) palavras, cada palavra que o compõe mantém sua autonomia, sua grafia e seu significado não se modificam. O mesmo caso ocorre em substantivos compostos como guarda-chuva, pinga-fogo, ponta-de-lança, abaixo-assinado, papel-moeda, etc.
Quando as pessoas fazem perguntas como esta, o que se percebe é a dúvida quanto ao uso correto do hífen. No Brasil, a partir de 2012, isto não se tornou apenas uma questão do que é correto ou incorreto, mas uma necessidade de obediência às novas regras convencionadas através de um acordo sobre mudanças na ortografia. O acordo entrou em vigor em janeiro de 2009, mas houve uma tolerância de prazo para as pessoas se adaptarem às novas regras até 2012. No que se refere a "bem-estar", trata-se da junção de duas palavras para formar uma, mas há situações em que o hífen tem que ser evitado quando a palavra "bem" precede a palavra "estar". Exemplos:

- Faz-me bem estar aqui.
- Isto pode muito bem estar acontecendo.

Estes são casos em que as duas palavras permanecem separadas porque as duas não formam uma outra palavra. Trata-se apenas de um advérbio (bem) imediatamente seguido por um verbo (estar).

Os Vários Significados de "Configuração"

É uma das palavras
mais usadas em informática,
mas seus significados
não se restringem 
a essa área.

Os usuários de computadores. celulares, etc., frequentemente se deparam com mensagens como "aprenda a configurar seu e-mail", "como configurar sua agenda eletrônica", "faça a configuração de seu navegador", etc. Por sua vez, em frequentes discursos, muitos políticos mencionam a situação política ou econômica que se configura no país. Isto certamente trás a muitos estudantes e a outras pessoas dúvidas com relação ao emprego mais adequados da palavra "configuração" e do verbo "configurar" em redações e em determinadas situações.
"Configuração" tem vários sinônimos: aparência, aspecto, formato, feitio, disposição, etc. No entanto, é preciso saber que "sinônimo" não é o mesmo que "significado". "Sinônimo" é uma palavra com mesmo significado de outra. "Significado" é uma explicação do sentido de uma palavra ou expressão. A palavra "significado" também tem como seu próprio significado a importância de uma palavra, uma expressão ou uma frase em relação às outras na mesma redação.
Analisando-se o significado de cada um dos sinônimos de "configuração", concluem-se os significados da própria palavra e do verbo "configurar". Quando se trata de "aparência" ou "aspecto", refere-se à imagem de algo, ao que é mostrado ou ao que interpretamos de acordo com o que vemos ou percebemos. Quanto ou formato ou feitio, tem o mesmo significado de aparência ou aspecto. Em produtos gráficos, representa as dimensões e a aparência de um impresso que pode ser um panfleto, um livro, um jornal, uma revista, etc.
Se você criar um blog, na página que surgirá para você montá-lo, surgirão orientações para você configurar o seu blog. Isto significa que você determinará, dentre as opções que lhe serão dadas, quais serão as que você executará para definir a aparência do seu blog. Quando alguém fala sobre a forma como a situação política, social ou de qualquer outra natureza "se configura", está se referindo a sua própria opinião sobre essa situação.
Tudo isto significa que, em resumo, "configuração" pode ser uma aparência física, um planejamento, a diagramação de um impresso, a interpretação pessoal de um fato, ou qualquer outra coisa relacionada a aparências, pontos de vista ou interpretações. Na área empresarial, existe a expressão "gerenciamento de configuração" (GC), que é o registro e a atualização detalhada de informações sobre a empresa para estabelecer o desempenho de seus produtos, de suas funções, etc., principalmente - mas não somente - através da informática.

"Arbitração" ou "Arbitragem"?

As duas palavras
estão corretas,
mas nem sempre
são empregadas corretamente.

Certa vez, num evento sobre justiça, do qual eu participava, o palestrante mencionou a palavra "arbitração". No auditório, uma pessoa que estava sentada ao meu lado comentou junto ao meu ouvido: "Ele disse 'arbitração'. A palavra correta é 'arbitragem'". Eu evitei dar algumas explicações àquela pessoa porque aquele não era o momento adequado para isto. Se assim o fizesse, eu estaria deixando de prestar atenção à exposição do palestrante e causaria incômodos a outras pessoas que estavam ali por perto. Atualmente, em tempos de crise política, muitos julgamentos veiculados pela televisão, muitos debates via Internet, etc., percebo muita geente usando as duas palavras, mas muito mais "arbitragem" do que "arbitração". Porém, pergunto-me se a maioria dessas pessoas realmente conhecem seus significados ou apenas as repetem só porque as têm ouvido ou lido muito ultimamente.
Por esses temas estarem ainda em franca evidência, e por este ser um ano eleitoral no Brasil, é bem provável que eles sejam, até com certa frequência, temas propostos para muitas redações. Neste caso, saber usar as duas palavras de forma que estejam de acordo com o contexto é fundamental. As duas existem, são corretas, mas o cuidado na forma de utilizar utilizar estas, como quaisquer outras palavras, é muito importante. Esta, por exemplo, é uma situação em que o futebol ajuda a compreender melhor.
Os torcedores de times de futebol já estão muito familiarizados com a palavra "árbitro" e a expressão "trio de arbitragem". Eles sabem que o trio de arbitragem é o conjunto formado por três pessoas: o árbitro principal, que é o "juiz" da partida, e seus árbitros auxiliares, que são os "bandeirinhas". Eles têm como função a aplicação das regras do futebol durante um jogo. Ou seja: praticam a arbitragem durante o jogo. Em se tratando de tudo que se refira a questões judiciais, "arbitragem" é a função atribuída aos juízes, que também podem ser chamados de árbitros.
A arbitragem é o método utilizado pela Justiça para a resolução de conflitos judiciais. Entretanto o termo é mais usado em caso de situações informais, mas com procedimentos escritos e regras definidas por órgãos arbitrais. A sentença arbitral tem o mesmo efeito de qualquer sentença judicial, sendo o cumprimento da decisão obrigatório para todas as partes envolvidas. A arbitração é o julgamento realizado por um árbitro. Em outras palavras, é o mesmo que "arbitragem". Também pode ser usada com o mesmo significado a palavra "arbitramento". 

Estabeleça Limites no Uso do "Internetês"

Temos que impor limites
sobre todos os hábitos
que adquirimos.
Inclusive quanto ao uso
do "internetês".

"Internetês" é um neologismo. "Neologismo" não é o uso de uma palavra que não existe gramaticalmente, é o nome que se dá ao fenômeno do surgimento de novas palavras em função de mudanças de comportamento ou devido a influências. "Internetês" é o nome que tem sido dado à "linguagem" usada principalmente pelos jovens e adolescentes que se comunicam através da Internet. Ocorre que muitos deles estão usando esse tipo de linguagem em seu dia-a-dia também fora da Internet e até em redações no Exame Nacional de Ensino Médio. Eles parecem não ter noção do quanto isto pode ser potencialmente prejudicial às suas próprias vidas. 
Ontem, ao abrir a página de pesquisas do Yahoo, vi que alguém expôs a seguinte pergunta: "Por que tanta gente está escrevendo 'mais' ao invés de 'mais'?". As respostas eram várias, mas todas elas relacionadas ao "internetês". A maioria dos que responderam parecia ser constituída por jovens demonstrando preocupação com o excessivo uso da "linguagem da Internet". Alguns chegaram a destacar essa preocupação pelo fato de que seus amigos a estão usando também "fora da Internet" (isto é, em outros momentos da vida). Eles têm razão em estar preocupados com isto. "Excesso" significa "além dos limites necessários", "abuso"; portanto, tudo que é excessivo é abusivo e, consequentemente, prejudicial.
É preciso estabelecer limites quanto ao uso das palavras abreviadas ("pq" ao invés de "por que" ou "porque", "nd" substituindo "nada", etc.) até mesmo durante o uso na própria Internet. O uso desses recursos demonstra que a maioria dos que o usam tem mesmo "preguiça" para escrever corretamente. Eles alegam que o objetivo é transmitir a mensagem de forma rápida, mas a maioria deles passa uma hora ou mais usando a Internet. Portanto, têm tempo de sobra para digitar e para ler as palavras corretas.
O problema quanto ao uso da palavra "mais" em substituição" é que, neste caso, não se trata apenas do uso do uso do Internetês. Trata-se da troca de palavras com significados diferentes. "Mais" é uma palavra que representa uma soma, uma adição, um acréscimo. Exemplos:
- Eu trouxe mais um amigo para o nosso grupo.
- Eu sei mais sobre isto do que vocês imaginam.
- Este é mais um problema que teremos que resolver.

A palavra "mas" é uma preposição adversativa. Ele representa uma contrariedade, uma condição contrária, uma oposição. Exemplos:
- Eu pretendia ir ao cinema ontem, mas tive que estudar para a prova de hoje.
- Eu quero comprar este computador, mas ele está muito caro.

Quando você substitui "mas" por "mais", você substitui uma palavra com um significado por outra palavra com outro significado. Embora isto não lhe pareça à primeira vista, isto muda totalmente o sentido do que você está querendo dizer: ao invés de justificar um impedimento ou demonstrar uma adversidade, você está adicionando um complemento como se representasse uma soma. Mesmo que o leitor perceba que você quis dizer "mas", o que você fez de fato foi uma adição à informação, não uma explicação justificando um impedimento, e isto dá ao leitor o direito de ter dificuldade quanto à interpretação.
De uma forma geral, o uso do internetês ("naum" ao invés de "não", e as palavras "abreviadas" sem necessidade: "pq", "nd", etc.) é aceitável se você estiver usando o Messenger ou o WhatsApp, e mesmo assim apenas se estiver se relacionando com alguém com quem você tenha muita intimidade. Se você fizer uma postagem ou um comentário num blog, é recomendável que escreva de forma rigorosamente correta, pois as pessoas que lerão seu texto não são obrigadas a entender o que você digita como você quiser ao invés de digitar corretamente. Se você usa o Internetês numa redação no Enem, no vestibular ou num concurso público, perde pontos exatamente porque um dos objetivos da redação nessas provas é verificar sua capacidade de escrever corretamente.
As regras ortográficas têm que ser rigorosamente seguidas em todos os momentos da sua vida. Em primeiro lugar porque, quanto mais você praticá-las, mais você se habituará a elas e eliminará muitas dificuldades nos momentos em que isto for necessário. Em segundo lugar, porque as regras gramaticais existem exatamente para facilitar a comunicação entre as pessoas. A "falta de tempo" não é justificativa para não escrever ou digitar as palavras corretamente: ninguém demora tanto assim para apertar algumas teclas ou para mover um lápis ou uma caneta. O problema não está no uso da linguagem, está no fato de que essas pessoas não estão respeitando seus próprios limites. Elas não estão separando o que pode ser usado na Internet (mesmo assim, com restrições) do que deve ser usado em muitos outros momentos na vida. É preciso ter muito cuidado com isto.


A Redação Interativa

"Interação" e "interatividade"
são coisas diferentes,
mas correlatas.


A interação é um fenômeno que envolve duas ou mais pessoas. É quando a ação de pelo menos uma delas provoca reações das demais. A interatividade é uma relação entre duas ou mais pessoas que pode levar a uma interação. Ser interativo é ser capaz de causar uma interatividade ou participar da interação. A interatividade não é somente uma troca de informações, é principalmente uma forma de gerar conteúdo, de obter resultados. 
É possível conseguir isto através de redações. As redações exigidas no Exame Nacional de Ensino Médio são de cunho interativo. Elas são dissertativas-argumentativas, o que obriga os estudantes a exporem suas opiniões sobre o tema proposto e argumentá-lo. Suas opiniões serão lidas por quem corrigirá as provas, e as notas que receberão serão baseadas em seus argumentos. Isto já é uma interação entre os autores das redações e as pessoas que as lerão. 
Por si mesma, a palavra "interação" já sugere seu significado como o ator de interar ou interar-se. Ou seja: tornar ou tornar-se parte de um todo. "Interação" é o envolvimento de várias pessoas numa mesma ação. Isto é, trata-se uma ação interna num grupo de pessoas. Neste caso, ao usar a palavra "interação" numa redação, tenha o cuidado de não escrever ou digitar "iteração", cujo significado é "repetição de algo que já foi dito ou realizado". Preste atenção aos significados das palavras abaixo.
  • Interar ou inteirar - fazer com que algo ou alguém faça parte de um todo.
  • Interar-se ou inteirar-se - tornar-se parte de um todo.
  • Interação - o ato de participar de algo ou compartilhar algo.
  • Interatividade - a capacidade de participar ou de promover participações.
  • Iteração - repetição do que já foi dito ou feito.
  • Iterar - repetir. 
No ambiente de trabalho, num grupo de estudantes ou em qualquer grupo de pessoas, uma redação interativa é um sistema de informação por escrito através da qual se busca interar ou inteirar os participantes numa atividade ou numa informação que faça com que todas as pessoas do grupo tomem conhecimento de um ou mais fatos nela relatados. É por esta razão que os usos das palavras "interação" e "inteiração" estão corretos. Não exatamente porque significam a mesma coisa, mas porque "interação" é o envolvimento de todos na mesma ação e porque "inteiração" é a participação de todos num "inteiro" (isto é, no grupo). 

Educomunicação - uma teoria que, na prática, seria ótima.

O objetivo
é a maior aproximação
entre educadores
e educandos,
mas isto não acontece.


Na minha opinião, "comunicação social" é uma redundância. A palavra "comunicação", por si mesma, já significa uma ocorrência social: estabelece-se quando ocorrem trocas de informações. Entretanto, usa-se a expressão "comunicação social" como referência a uma ciência social que estuda os meios de comunicação de massa - basicamente formada por jornais, emissoras de rádio e televisão, cinema e Internet. Esses meios formam o conjunto chamado "mídia". "Informar" não é o mesmo que "comunicar", mas não há comunicação sem pelo menos duas informações. Quando há evolução tecnológica da informação, ela não ocorre na comunicação, pois técnicas melhores não garantem comunicação melhor. O que garante a qualidade da comunicação é o grau de comunicabilidade do autor da mensagem. Por isto, é muito importante que os estudantes de nível médio já demonstrem esse grau em suas redações.
A globalização econômica avança, viabilizando grandes avanços nas áreas de tecnologia, especialmente no setor da informação - telefonia, rádio, televisão e principalmente a internet. Com isto, a informação chega cada vez mais rápido às pessoas em todo o mundo. Para muita gente, viajar de um país para outro é algo que, aos poucos, está se tornando mais fácil e mais frequente. Isto nos leva à evolução dos suportes de informação, que inclui desde hábitos simples como o uso de cartões magnéticos em caixas eletrônicos até os eventos mais sofisticados como as transmissões de televisão via satélite ou de imagens do Universo captadas por telescópios espaciais. Aparentemente uma coisa não tem nada a ver com outra, mas tudo isto permite que empresas, órgãos públicos e até profissionais particulares tenham mais condições de ampliar seu público-alvo. 
Aí, entra em cena a importância de um dos principais ramos da comunicação social dos dias atuais: a educomunicação. O nome já nos permite perceber que é algo que tem a ver com educação e comunicação. Sua importância se evidencia não somente, mas também porque todos esses avanços proporcionam a divulgação de mensagens em escala cada vez maior, dentro de um processo que permite o surgimento de novos sistemas de comunicação sem que os anteriores desapareçam, mantendo-os em uso paralelamente. Sistemas de comunicação socioeconômica coexistem com os de simples trocas de mensagens. Em povoados onde a comunicação ainda é principalmente oral e pessoal, novas alternativas de comunicação já estão chegando via computadores e celulares conectados à Internet. Isto torna a educomunicação um elemento vital no processo de desenvolvimento das pessoas e das organizações.
A comunicação social habilita profissionais a atuar principalmente em publicidade, propaganda, relações públicas, jornalismo, rádio e televisão, cinema e vídeo e, por tudo isto, a importância da teoria da educomunicação se tornar realidade na prática é cada vez mais urgente. Tal teoria propõe a intervenção de linhas básicas como educação para a mídia, uso das mídias na educação, produção de conteúdos educativos e principalmente a prática epistemológica de um conceito que engloba tudo isto. "Epistemologia" é uma palavra usada com o significado de "teoria do conhecimento geral e principalmente científico", mas em termos mais restritos se refere às formas pelas quais os conhecimentos podem ser alcançados ou produzidos. Isto requer a aplicação da ética e da moral.
Para que isto se torne realidade, são necessárias as realizações de novos tipos de aprendizagem com a utilização de todos esses recursos tecnológicos. Além disto, são necessárias relações de comunicação mais democráticas, menos hierarquizadas, igualitárias. As ações têm que ser de planejamento, implementação e avaliação de processos, programas e produtos destinados a criar e fortalecer sistemas de comunicação em espaços educativos presenciais (escolas, universidades, etc.) e virtuais (redes sociais online, blogs, sites, etc.), envolvendo nesse processo todas as emissoras de rádio e televisão, estabelecimentos de ensino, centros culturais, associações de moradores de bairros, ONGs, entidades governamentais e todas as organizações formais e informais de ensino e aprendizagem. Infelizmente, num país como o Brasil, onde o sistema educacional se revela cada vez mais precário e o índice de analfabetismo funcional é alarmante, a possibilidade de tudo isto acontecer ainda parece estar muito longe.

A Importância do Organograma numa Redação Empresarial

Um exemplo de organograma simples.
Na comunicação empresarial,
um organograma
sempre facilita
a compreensão do texto. 


O organograma é uma representação gráfica da estrutura de uma organização. Usado para ilustrar uma redação para comunicação interna ou externa, um cronograma simples como o mostrado aqui auxilia muito a facilitar a compreensão da mensagem. Ele mostra com clareza, aos funcionários e aos clientes, as seções às quais eles devem dirigir suas mensagens para relatar problemas ou buscar entendimentos para negociações.
De maneira simples, os cronogramas eliminam a necessidade de informações mais extensas nos textos, mostrando através dos desenhos, e com palavras apenas indicando funções, quais são as unidades funcionais da organização e como se dá, hierarquicamente, a relação entre elas. Essas unidades funcionais são mais conhecidas como "órgãos", "departamentos", "seções" ou "setores". Alguns exemplos dessas unidades: "Departamento de Recursos Humanos", "Tesouraria", "Biblioteca", "Almoxarifado", "Depósito", "Manutenção", "Presidência", "Gerência Administrativa", "Gerência de Recursos Financeiros", etc. Cada setor funciona sob a administração de um responsável geralmente chamado "supervisor", "gerente", "coordenador" ou simplesmente "administrador".
Uma redação acompanhada por um coronograma como ilustração facilita a comunicação interna porque o desenho substitui as palavras, simplificando a configuração global dos cargos e da relação entre os setores, funções, líderes e subordinados no ambiente interno da organização. É, portanto, ideal para mensagens destinadas, por exemplo, a funcionários novatos e estagiários. É também de grande utilidade quando a mensagem se destina a pessoas de fora da empresa, pois o organograma já ajuda o interessado a identificar quem ele deverá procurar para conseguir soluções, fechar negócios, etc.
Alguns organogramas são detalhados demais. Neles são incluídos nomes e até fotos dos gerentes, números de funcionários subordinados a eles e outros detalhes que não têm relação com a mensagem principal. Um organograma simples como o mostrado acima é bem mais funcional, inclusive porque o esquema se desatualiza caso haja uma repentina necessidade de mudança de liderança. O objetivo da ilustração de um texto é substituir muitas palavras. Portanto, não há sentido em colocar nela nomes e outras palavras em excesso. Como a ilustração substitui muitas palavras, a leitura do texto se torna muito mais efetiva na apresentação dos órgãos competentes, no entendimento das relações de interdependência entre os setores e na indicação dos níveis hierárquicos da empresa. 

Temas Objetivos e Temas Subjetivos

Antes de iniciar a redação,
busque o melhor entendimento possível
quanto ao tema.


Alguns estudantes perguntam o que são temas objetivos e temas subjetivos para redações. A objetividade é a melhor condição possível do que representa o tema proposto. A subjetividade é o caráter tendencioso, pessoal, de parcialidade quanto à descrição do tema. Por isto eles estão no caminho certo. Se não quiserem demonstrar parcialidade na forma de tratar o tema, é realmente necessário saber separar a objetividade da subjetividade. Porém, ao tratar de um tema numa redação, ninguém consegue ser totalmente imparcial. Principalmente numa redação dissertativa-argumentativa como as que são exigidas na maioria das provas. Para argumentar, é preciso expor opiniões, e não se pode revelar um ponto de vista e, ao mesmo tempo, ser imparcial. O que fazer, então?
Primeiro procure ter certeza de que entendeu bem o tema proposto. Leia atenta e calmamente o enunciado que contém a proposta para a redação. Esta é a melhor forma de descobrir se o tema é objetivo ou subjetivo. Um tema é objetivo quando é baseado em dados concretos como resultados de estudos, acontecimentos políticos, fatos confirmados, etc. São exemplos de temas objetivos o aquecimento global, as crises econômicas, acidentes aéreos, acidentes em trânsitos, etc. O tema se torna subjetivo quando prevalecem nos textos os pontos de vista do autor, mesmo sendo baseados em fatos comprovados. Isto não é um problema. Na verdade, numa redação argumentativa, a opinião do autor é importantíssima, desde que esteja bem argumentada.
Alguns professores cometem uma redundância quando mencionam a "dissertação subjetiva". Quando querem que você faça a dissertação de um assunto, querem que  você descreva o assunto com suas próprias palavras. Isto provoca inevitavelmente a inclusão de seus pontos de vista. Portanto, sua dissertação não tem como não ser subjetiva. Nela sempre prevalecerá o desenvolvimento de seu ponto de vista. Mesmo que seja baseada em fatos comprovados, a argumentação é sua, é a revelação da sua opinião. Note, porém, que os temas subjetivos também podem estar descritos em forma de poemas, crônicas ou em obras de ficção - inclusive porque muitas obras de ficção são baseadas em fatos reais.

Se o tema exigido for objetivo, busque ideias antes de começar a redigir. Se for subjetivo, busque ideias e enumere-as. "Enumerá-las" significa organizá-las numa sequência de números, da primeira à última. O próximo passo será estabelecer uma relação entre as ideias para realçar o enfoque no texto. Por isto é importante saber antecipadamente o o que será discutido através da sequência de parágrafos do texto. Para saber melhor sobre isto, leia o artigo sobre a paragrafação.
A paragrafação é a estrutura básica da redação. Ela deve ser feita sem que se perca a coerência interna, a coerência externa e coerência da relação entre ambas. Essas qualidades não podem faltar em redação alguma. Portanto, não acredite quando lhe disserem que uma redação com apenas um ou dois parágrafos já é suficiente. Uma boa redação tem que ter pelo menos três ou quatro parágrafos. A partir disto torna-se mais fácil contrapor as ideias no texto. A contraposição, isto é, a exposição de ideias contrárias, comprova que o autor do texto está revelando sua opinião mas não a está impondo. A imposição de ideias é um erro grave.
Antes de tudo isto, estude bem a gramática. Erros gramaticais podem fazer todo esse trabalho perder sua qualidade. É por isto que os principais destaques nas correções de redações nas provas (Enem, vestibulares, concursos públicos, etc.) são relacionados à obediência às regras gramaticais. Palavras e expressões ortograficamente erradas, ou escritas corretamente mas mal empregadas no contexto, dificultarão a compreensão do texto por parte de quem o lerá.


Como Abordar o Lucro e a Ética numa Mesma Redação

É preciso
abordar a relação
entre a ética e o lucro
com palavras adequadas.

Fazer uma redação sobre ética pode não ser tão simples quanto parece. Talvez se torne um pouco mais complicado quando a questão envolve ética empresarial. Num texto com palavras usadas corretamente, mas talvez não adequadas para a abordagem, pode ocorrer uma interpretação de desrespeito a princípios éticos involuntariamente. Neste caso, a empresa precisa adotar um código de ética para a produção de textos para a comunicação interna. Não um código de ética como aqueles específicos que costumam estabelecer para cada categoria de profissionais (médicos, dentistas, engenheiros, etc.), mas com o objetivo de orientar os funcionários em suas ações e decisões de modo que não pareça que eles queiram enganar os clientes da empresa. O desrespeito a esses princípios, proposital ou não, sempre traz péssimos resultados para a organização e favorece muito as organizações concorrentes. Basta que a redação seja produzida como um instrumento baseado num código de ética único: o do respeito à cidadania.
Criar um código de ética assim é algo que requer muito cuidado principalmente porque se trata da criação de um instrumento para orientar as ações e o desempenho dos funcionários objetivando sua interação com um público que é sempre muito diversificado. Para isto é necessário que o conteúdo do código de ética seja especificado com o máximo de clareza, pois precisará ser bem compreendido por todos os funcionários. O lucro da empresa dependerá muito disto, pois ele depende altamente dos projetos, das razões desses projetos, dos objetivos a serem alcançados. Isto obriga a empresa  a respeitar a ética e, embora algumas pessoas cometam o absurdo de dizer que que os princípios éticos nem sempre condizem com a realidade, basta que a empresa elabore seu próprio código de ética especificando eficazmente sua estrutura organizacional para que a atuação dos funcionários e dos demais colaboradores (fornecedores, distribuidores, revendedores, etc.) seja devidamente orientada através dele.
A ética das empresas é algo que vem sendo cada vez mais exigido pela clientela. Isto tem uma razão bem nítida: clientes não gostam de ser ou de se sentir enganados. A empresa que alcança uma fama de conduta correta se torna facilmente capaz de fazer com que os consumidores escolham seus produtos ou serviços apenas por conhecer essa fama. Entretanto, se um consumidor for ou se sentir prejudicado, essa notícia se espalha com uma rapidez incrível, de boca em boca, pela internet, através de reclamações aos órgãos de defesa do consumidor, etc. Nos dias atuais, basta que ocorram poucos assim para que a empresa passe a operar "no vermelho" e, em pouco tempo, encerre suas atividades para sempre. 
Modificar o comportamento dos colaboradores, entre estes os próprios funcionários, não é uma tarefa fácil mas também não é impossível. Para isto existem os consultores empresariais, que são profissionais especializados nessa área. Eles auxiliam analisando casos em que podem ser detectados casos de desrespeitos voluntários e involuntários a princípios éticos e mostrando caminhos para possíveis soluções. Não é preciso nem basta publicar um código de ética num livro. Tudo depende de muita prática e de exemplos a serem dados pela própria empresa. Quem ainda pensa que com o famoso "jeitinho" o lucro vem com maior facilidade está muito enganado. A estratégia através de comportamentos éticos impõe limites, mas é exatamente por isto que promove o lucro. 

Os Significados de "Emprego", "Relação de Emprego" e "Empregabilidade"


1 - Emprego; 2 - Relação de emprego;
3 - Empregabilidade.
Numa redação no Enem,
será muito importante
demonstrar esse conhecimento.


Tanto para quem pretende obter o primeiro emprego como para quem pretende se manter empregado ou conseguir uma recolocação no mercado de trabalho, saber as diferenças entre estas três coisas é muito importante. Por isto, é ainda mais importante que alunos de ensino médio já demonstrem esse conhecimento em suas redações. Ainda não sabemos qual será o tema proposto para redação no Exame Nacional de Ensino Médio deste ano, mas temas relacionados a emprego, desemprego e mercado de trabalho sempre são atuais e, por isto, sempre são possíveis. Portanto, é importante que os estudantes já estejam preparados para isto desde já. Preparados não somente para fazer uma redação no Enem, mas porque precisarão muito desses conhecimentos no futuro.
Pode-se dizer, de forma bem resumida, que o emprego é simplesmente o uso que o empregador faz do trabalho do empregado. A relação de emprego ou vínculo empregatício é o que erroneamente se costuma chamar de "emprego", ou seja, a relação configurada legalmente quando a pessoa empregada (pessoa física) presta serviço a outra pessoa (também pessoa física) ou a uma pessoa jurídica (empresa particular, órgão público, etc.). É a relação em que a pessoa física ou jurídica que contrata o profissional assume a condição de empregador. 
Para o desempregado ou o empregado, obter um emprego ou ser mantido nele é o principal recurso para que possa suprir suas principais necessidades materiais e se manter integrado à sociedade - isto é, é o principal recurso para manter uma renda. Para o empregador, o empregado precisa comprovar suas condições profissionais, físicas e morais atender às necessidades da pessoa física ou jurídica que o contrata ou o mantém empregado. Isto significa que o emprego é a condição básica para que a pessoa que trabalha em regime temporário ou permanente em qualquer atividade econômica satisfaça suas principais necessidades e, ao mesmo tempo, as do empregador. Para isto, o candidato a um emprego ou o empregado que queira ser mantido em suas funções precisa estar sempre comprovando sua empregabilidade, que é todo o conjunto de condições que ele precisa ter para ser considerado empregável. Uma pessoa empregável é alguém que esteja com as todas as condições físicas, mentais e capacitacionais de competir com outros profissionais de sua mesma área no mercado de trabalho. Atualmente, já não basta ser competente ou muito competente: precisa ser o mais competente possível. Com a atual situação em que o mercado de trabalho se encontra no que se refere à competitividade, uma pessoa só demonstra ser empregável quando revela claramente seus talentos para as funções que pretende exercer ressaltando, ao mesmo tempo, sua capacidade de se adaptar facilmente às novas necessidades que surgem constante e inevitavelmente. 
Isto pode ser resumido da seguinte forma: "Empregabilidade" é a capacidade do profissional ou empregado estar sempre se adaptando às novas exigências que surgem em função das constantes mudanças no mercado de trabalho. O tempo do "eu só faço o que sou pago para fazer" já acabou. Mesmo porque o funcionário é pago para exercer suas funções profissionais, mas também para para fazer o que a empresa ou o empregador precisarem que ele faça, desde que a determinação que ele receba para isto não seja ilegal nem fira princípios éticos. Em outras palavras, a empregabilidade é a capacidade do profissional ser empregado e ser mantido no emprego considerando-se sua capacidade profissional somada à capacidade de se proteger dos riscos que as mudanças no mercado de trabalho lhe possam representar.