As duas grafias
estão corretas, mas os significados são diferentes.
"Redigir" não é apenas escrever, é aprimorar a capacidade de comunicação através da escrita.
As duas grafias
estão corretas, mas os significados são diferentes.
tão difícil
quanto lhe parece.
As regras são realmente simples:
- Por que:
No início de uma pergunta.
Exemplo:
Por que isto acontece?
- por que:
Dentro da frase, mas com o mesmo sentido de uma pergunta.
Exemplo:
Não sei por que isto acontece.
- por quê:
No final da pergunta ou no final da frase com sentido de pergunta.
Exemplos:
Isto foi dito por quê?
Isto foi dito, mas não sei por quê.
porque:
Quando significa explicação ou justificativa.
Exemplos:
Cheguei atrasado porque houve problemas no trânsito.
As regras gramaticais existem porque o texto precisa ser bem organizado.
- porquê:
No final da frase, quando significa o motivo.
Exemplo:
Não sei qual foi o porquê.
- Por quê:
Quando a própria expressão for uma pergunta:
Por quê?
em questões de matemática
porque não interpreta o enunciado
corretamente.
Suponha que você tenha que responder à seguinte questão:
"O triplo de 6 menos 2 é igual a:"
Qual é a sua resposta? Se for "16", está errada.
Eu tenho notado que, em muitas postagens de questões de matemática no Facebook, muitas pessoas fazem cálculos errados porque se preocupam com aa regras da matemática mas não prestam a devida atração aos detalhes gramaticais do enunciado. Ou seja: o erro está na interpretação do texto.
Na questão apresentada aqui, muita gente diz que a resposta é "16". Esta resposta estaria correta se o enunciado fosse assim:
- O triplo de 6, menos 2, é igual a:
Com as vírgulas separando "o triplo de 6" e "menos 2", está claro que o cálculo tem que ser este:
3×6 = 18
18-2 = 16
Em "o triplo de 6 menos 2" (sem vírgulas), está evidente que o que está sendo solicitado é o triplo do resultado da subtração "6-2".
6-2 = 4
4×3 = 12
A resposta correta é "12".
Isto me leva à conclusão de quão grave é o nível de aprendizagem que leva a reprovações em matemática no Enem e em outras provas. A dificuldade dos participantes não é só em matemática: é quanto à matemática e quanto às regras gramaticais. Mesmo que o candidato a uma vaga de emprego ou de um curso superior conheça bem as regras matemáticas, ele precisa estar atento ao fato de que não responderá corretamente à questão se não não levar em consideração as regras de pontuação e outros detalhes no texto da questão. É claro que isto também ocorre em provas de geografia, história, química e todas as demais disciplinas.
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| Imagem: Wikipédia |
Deuses, anjos, fantasmas, gnomos, etc.,
Ķmesmo sem existência comprovada,
são substantivos concretos.
Já me perguntaram, inclusive em entrevistas, se anjos, fantasmas ou qualquer ser cuja existência não é comprovada são substantivos concretos. Minha resposta: SIM.
Na verdade, é um erro pensar que "concreto" é apenas algo que se possa ver ou tocar. Basta lembrar que "concretização" é a realização de um plano, a transformação de uma ideia em prática, o ato de transformar algo abstrato em algo concreto.
Neste sentido, substantivos concretos não são apenas substantivos relativos ao que existe no mundo físico. São quaisquer coisas que tenham existência objetiva ou subjetiva. "Existência subjetiva" refere-se ao "mundo individual", abrangendo pensamentos, sentimentos, crenças e experiências de cada pessoa. Fadas, anjos, fantasmas, por exemplo, são seres imaginários para quem não acredita em suas existências físicas, mas "existem" por si mesmos nas mentes de outras pessoas, não dependendo de outro sentimento ou ação para serem concebidos. São substantivos concretos porque têm formas identificáveis e podem ser percebidos, visualizados ou pelo menos imaginados através de sentidos.
A Páscoa é celebrada como a Ressurreição de Cristo,
mas originou-se das tradições
de povos não cristãos.
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É óbvio que, para obter a resposta correta, é preciso fazer a pergunta corretamente. |
O problema principal
é que muitos erros
estão nas perguntas,
não nas respostas.
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| Toda forma de comunicação envolve pelo menos dois elementos. |
não precisa ser profissional de comunicação,
mas precisa ter algumas noções básicas
de comunicação interna e externa.
Em todos os níveis sociais, ter noções básicas sobre os diversos tipos de comunicação é fundamental. No empreendedorismo, conhecer os termos técnicos de comunicação e seus respectivos significados é extremamente importante para garantir a agilidade e a clareza nas transmissões de mensagens, especialmente quando os conteúdos forem diretrizes.
Em primeiro lugar, destacam-se as diferenças básicas entre comunicação e informação. Uma informação a simples transmissão de dados ou notícias. A comunicação tem um significado bem mais abrangente: envolve trocas de informação imediatas, diálogos e entendimento mútuo entre as partes envolvidas, sendo todas receptoras e transmissoras ao mesmo tempo. Pode-se dizer resumidamente que informar é transmitir uma mensagem, comunicar é assegurar o sentido da mensagem e comunicar-se envolve conversação (presencial, por telefone, por WhatsApp, etc.).
Um comunicado é um texto formal para transmitir notícias, decisões ou quaisquer informações relevantes para um público específico: funcionários de uma empresa, moradores de um condomínio, funcionários de uma empresa ou órgão público, clientes, sócios de um clube, etc. Seus principais objetivos são informar e esclarecer sobre mudanças de alterações de rotina. Os meios de divulgação são e-mails, redes sociais, Intranet, rádio, televisão, etc.
Uma circular é um documento formal de comunicação interna em empresas, órgãos públicos e outras organizações para informar normas, avisos e advertências. Obviamente deve ser digitada com clareza e objetividade, tendo a mesma estrutura de uma carta: com cabeçalho, data (dia, mês e ano) e assinada pelo transmissor (gerente, administrador ou seja qual for o cargo).
Esses conceitos são simples e cruciais para garantir a eficácia dentro das instituições, entre instituições e entre elas e o público-alvo. Ajudam muito a evitar mal-entendidos internos e externos.
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| Imagem do Arquivo Google |
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| Imagem do Arquivo Google |
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| Foto: Arquivo Google |
Num comentário feito por uma pessoa no Facebook, ela argumentou que o "ss" na palavra "professora" não é um dígrafo porque cada "s" está em uma sílaba (pro-fes-so-ra). No entanto, em toda palavra com "ss" ou "rr", mesmo que as duas letras estejam em sílabas separadas, elas são dígrafos porque, juntas, representam o mesmo fonema: "s" ou "r".
Os fonemas são unidades sonoras representadas pelas letras na grafia. Em outras palavras: não existem letras vogais ou consoantes. As letras são sinais gráficos que representam os fonemas, e estes é que são classificados vogais, consoantes e semivogais, pois essas condições estão relacionadas à pronúncia, não à grafia.
A pessoa que disse que o "ss" em "professora" não é um dígrafo porque cada "s" está em uma sílaba confundiu "dígrafo" com "encontro consonantal" - que não é um encontro entre duas letras, mas entre dois fonemas consoantes. Um dígrafo é a junção de duas letras representando um fonema.
Exemplos de dígrafos:
Expresso - o "ss" representa apenas um fonema.
Arrebentar - o "rr" representa apenas um fonema.
Toalha - o "lh" representa apenas um fonema.
Achar - o "ch" representa apenas um fonema.
Nos encontros consonantais, as duas letras representam os dois respectivos fonemas. Exemplos: atleta (tl), aclamado (cl), aprovar (pr), etc.
mas os significados
são diferentes.
Numa postagem sobre apóstrofos que alguém fez no Facebook, algumas pessoas comentaram argumentando que a palavra correta é "apóstrofe". Isto revelou que muita gente desconhece que existem as palavras "apóstrofo" e "apóstofre", e que cada uma delas tem seu próprio significado.
O apóstofro é um sinal gráfico (') que indica a união entre duas palavras com a supressão de uma letra no encontro entre duas palavras. Exemplos: copo d'água (significando "copo de água"), olho d´água, Santa Bárbara d'Oeste (cidade do estado de São Paulo), etc.
A apóstofre é uma figura de linguagem. Figuras de linguagem são recursos usados para intensificar ou atenuar uma forma de se expressar. Exemplos:
- Meu Deus, que calor! - "Meu Deus" é uma apóstofre.
- Você, venha cá! - "Você" é a apóstofre.
O segundo exemplo de apóstofre mostra que às vezes ela é também um vocativo. Neste caso, é uma apóstofre por representar um recurso para interpelar diretamente uma pessoa. Para entender melhor este detalhe, sugiro que leia os artigos sobre retórica (1 e 2) e metonímia.
Até 2009, no Brasil a forma correta para escrever o nome do sinal "ponto e vírgula" era ponto-e-vírgula. Em 2009, os hífens foram abolidos. Não concordo com isto. Para mim, ponto-e-vírgula significa ";" e ponto e vírgula significa ".,". Porém, não sou eu quem define as regras gramaticais; portanto, obedeçam ao que determinam as mudanças adotadas em 2009. Agora, vamos ao que nos interessa nesta postagem.
Percebo claramente em muitos comentários e postagens nas redes sociais que muita gente não sabe usar corretamente os pontos, as vírgulas e os pontos e vírgulas corretamente. Algumas cometem o erro de achar que esses sinais podem ser aplicados como elas querem ou acham que devam ser, ignorando as regras específicas. Numa redação, numa prova, isto obviamente causa perda de pontos.
O ponto final de uma frase - geralmente chamado "ponto" para não ser confundido com o ponto final que encerra todo o texto - encerra a própria frase. Ele define uma afirmação, uma negação ou uma frase imperativa.
Exemplo de uma afirmação:
- Hoje é feriado.
Exemplo de negação:
- Hoje não é feriado.
Frases imperativas são as frases que representam uma ordem(a), uma solicitação(b) ou uma instrução(c). Exemplos:
a - Feche a porta.
É uma maneira gentil de determinar uma ordem. O ponto de exclamação (Feche a porta!) representa uma determinação com certa rispidez.
b - Feche a porta, por favor.
Auxiliado pela pausa suave sinalizada pela vírgula e pela expressão "por favor", o ponto encerra um pedido, não uma exigência.
c - Antes de sair, apague a luz e feche a porta.
É uma forma de instruir alguém sobre o que deve fazer quando tiver que sair do recinto.
A vírgula tem funções essenciais tanto para quem escreve quanto para quem terá que ler. É o principal elemento que determina a organização e a clareza da informação. Por isto requer a mais absoluta atenção quanto a quando se deve usá-la, como usá-la corretamente e quando não se deve usá-la. Ela serve para separar elementos em enumerações (exemplo: João, Pedro, Luiz e Maria), isola termos como vocativos e apostos, separa orações, marcar locais e datas e principalmente organizar advérbios e adjuntos adverbiais.
Exemplos de vocativo:
João, você precisa tomar uma providência.
Você tem que tomar uma providência, João.
- "João" é o vocativo nos dois exemplos.
Exemplos de apostos:
Pedro assumirá todas as responsabilidades.
- Pedro, por ter mais experiência, assumirá todas as responsabilidades.
Aposto explicativo: "por ter mais experiência" - explica por que Pedro terá que assumir as responsabilidades.
- Pedro, o mais experiente, assumirá todas as responsabilidades.
Aposto informativo: "o mais experiente" - informa que, num grupo de pessoas, Pedro é o mais experiente para uma finalidade.
O ponto e vírgula é um intermediário entre a vírgula e o ponto. Em termos mais simples: indica uma pausa mais intensa do que a da vírgula e menos intensa do que a do ponto. É usado para separar termos em enumerações que contêm vírgulas ("Pedro, meu irmão; João, o mais velho; e Maria" - informando que Pedro é meu irmão e João é o mais velho dentre as pessoas citadas). também serve para enfatizar conjunções adversativas e tópicos.
- As letras azuis são "links" nos quais você deve clicar para saber mais sobre os temas que elas indicam.
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| Foto: Arquivo Google |