Elias Alves foi locutor e redator noticiarista na Rádio Vitória, em Vitória, no Espírito Santo. Ele também trabalhou como redator comercial na TV Vitória entre 1990 e 1997. Antes, entre 1986 e 1990, foi redator noticiarista na Rádio Gazeta, também em Vitória. Posteriormente atuou na Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom) até dezembro de 2002.

sábado, 13 de janeiro de 2024

Relativo, Relatividade, Relação e Relacionamento

Foto: Arquivo Google
São palavras 

com significados diferentes

mas relacionados ente si.


"Relativo" é um adjetivo. Em termos bem simples, pode-se dizer que um adjetivo é uma palavra que indica a qualidade ou a condição de alguma coisa. No caso de "relativo", indica a relação entre duas ou várias coisas. Neste caso, "relação" tem o mesmo significado de "comparação", representando um vínculo ou uma conexão entre essas mesmas coisas. Às vezes, "relação" tem o mesmo significado de "lista", como no caso de uma lista de objetos a serem comprados: são objetos relacionados entre si pelo preço total a ser pago. 

O relacionamento é a forma pela qual se estabelece uma relação. A palavra é muito utilizada quando se trata de uma relação entre pessoas, podendo ser por razões afetivas, sociais, profissionais, etc. É o ato de estabelecer uma relação, tanto entre pessoas como entre objetos, fatos, etc.

"Relatividade" é uma referência ao grau ou à qualidade de uma relação. É a forma como se estabelece uma condicionalidade entre duas ou mais pessoas, coisas, fatos, etc. É a forma como se estabelece ou se verifica a condição de cada um dos elementos envolvidos na relação.

Tudo que é relacionado obviamente é relacionado a algo. Entretanto, "relacionados entre si" não chega a ser um pleonasmo. Entretanto, é uma expressão que pode ser substituída pela palavra "correlacionados" ou por "correlatos". Isto ocorre quando se estabelece uma relação destacando-se semelhanças entre os elementos envolvidos. No caso de relação entre pessoas, essas semelhanças seriam opiniões, gostos, etc. Nos casos de relação entre objetos, pode ser a mesma finalidade para qual eles podem ser usados. Ou seja: é um tipo de relação no qual se destacam características em comum. 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

As Diferenças entre "Merchandise", "Merchandising" e "Tie-In"

A exibição de produtos nas vitrines de uma loja
é um exemplo de merchandise e merchandising. 
(Foto: Arquivo Google)
Muita gente confunde

"merchandise" com "merchandising"

ou "Tie-In".


Você está assistindo a um capítulo de uma telenovela. Numa cena, um dos personagens mostra um determinado produto para o outro e fala a respeito de suas qualidades. Na imagem, destacam-se o produto e a marca. Se você pensa que isto é "merchandise" (pronúncia: "merchandáise"), pensou errado. "Merchandise" é simplesmente "mercadoria". Ou seja, o conjunto de produtos destinados à venda. Muita gente pensa assim como você, mas na verdade essa técnica comum em telenovelas, filmes, etc., é um "tie-in" (pronúnia: "tai-in"). Talvez devido à semelhança entre as duas palavras, costumam confundir também confundir "merchandise" com "merchandising" (pronúncia: "merchandáising"). Na foto, vê-se um exemplo de "merchandise" e de "merchandising" ao mesmo tempo: as vitrines das lojas oferecem essa oportunidade de ao mesmo tempo expor a mercadoria disponível e destacar os produtos que possam interessar aos consumidores.

Não existe uma palavra ou uma expressão em português que se possa considerar como uma real tradução para a palavra inglesa "merchandising". No entanto, embora seja com muita frequência relacionado erroneamente à propaganda de um produto dentro de uma telenovela ou um filme, é uma técnica de marketing que nada tem a ver com isto. O "merchandising" propriamente dito é um conjunto de técnicas com o objetivo de promover o produto e a marca no ponto de venda, ou seja, na prateleira do supermercado, da mercearia, da farmácia ou qualquer que seja o estabelecimento comercial. Apesar de ser do idioma inglês, a palavra "merchandising" tem sua origem na palavra francesa "merchant", que significa "mercador" ou "comerciante". 
O merchandising surgiu na Europa da Idade Média, quando as mercadorias a serem vendidas diretamente ao consumidor eram dispostas nas ruas na melhor forma possível de se conseguir atrair a atenção e o interesse dos transeuntes. Ao mesmo tempo, os vendedores gritavam informando as vantagens e propriedades do produto. Exatamente o mesmo tipo de merchandising praticado atualmente pelos camelôs nas cidades brasileiras.
A partir de 1930, nos Estados Unidos, o merchandising ganhou novas técnicas e se intensificou com a popularização das vitrines. Desta forma, os transeuntes passaram a ver de perto o produto sem a necessidade de ouvir os gritos dos vendedores. Uma técnica que parecia comprovar que, em determinadas situações, a imagem diz mais do que as palavras. 
Naquela mesma década, também a partir dos Estados Unidos, o merchandising se intensificou com o surgimento do auto-serviço (o consumidor escolhe o produto na prateleira), uma forma de comércio que deu origem às mercearias, supermercados, hipermercados e lojas de departamentos. Porém, essa forma de atrair a atenção dos consumidores para o produto e a marca dentro da loja não substituiu as vitrines: ainda hoje, as duas técnicas convivem harmoniosamente, principalmente nas lojas de departamentos. 

"Tie" é uma palavra inglesa que significa "nó", "amarra" ou os verbos "atar", "amarrar". "In" significa "dentro". No caso de uma novela ou um filme, "tie-in" é uma técnica para atar o produto e a marca à trama dentro da cena. Um exemplo claro se verifica numa cena do filme "O Exorcista": enquanto os personagens principais conversam numa rua, aparecem ao fundo algumas garrafas de Pepsi-Cola, com a marca em destaque, numa daquelas "máquinas de refrigerantes". Depois, no mesmo filme, outdoors com propaganda da Pepsi-Cola aparecem em pelo menos outras duas cenas. 
Nos Estados Unidos, a prática do tie-in na televisão começou na década de 1950. No Brasil, o primeiro tie-in televisivo de que se tem conhecimento ocorreu numa cena da novela "Beto Rockfeller", levada ao ar pela TV Tupi em 1969: o personagem principal, interpretado pelo ator Luis Gustavo, sentindo fortes dores de cabeça, tomava um comprimido de Alka-Seltzer. Naquele ano, as vendas do antiácido fabricado pela Bayer aumentaram fantasticamente em todo o país, e isto certamente não foi apenas uma coincidência.
O "tie-in" continua sendo uma prática muito comum nas telenovelas. E funciona principalmente porque os consumidores "confundem" subconscientemente o ator ou a atriz com o personagem. Por exemplo, se uma personagem interpretada pela atriz Cristiane Torloni usa um vestido, no dia seguinte uma mulher perguntará a outra: "Você reparou no vestido que a Cristiane Torloni estava usando na novela, no capitulo de ontem?" - e fará comentários sobre o vestido que Cristiane - e não a personagem - usou. Ou seja: depois de ver o "tie-in", o consumidor - homem ou mulher - se interessa pelo produto porque o ator ou a atriz ( e não o - ou a - personagem) o usou ou recomendou.

domingo, 31 de dezembro de 2023

MAIS UMA VEZ, MUITÍSSIMO OBRIGADO!

Mais um ano se encerra, 

mas continuaremos em atividade em 2024.


Criei o Redafácil em 9 de janeiro de 2010, numa época em que eu percebia que os principais motivos de reprovações no Enem e nos vestibulares em todos os anos eram as dificuldades em redação - o que infelizmente ainda acontece. Ter dificuldades em redação é ter dificuldades em escrever, o que significa também dificuldade em relacionamentos profissionais e sociais. Quando uma pessoa escreve, obviamente usa as palavras e expressões que conhece e como aprendeu a usá-las, o que me faz concluir que a dificuldade em escrever é a mesma em se comunicar de outra forma. Isto me trouxe a ideia de criar o blog para contribuir para a diminuição dessas dificuldades, já que sempre fui bem sucedido no quesito redação. Minha opinião é de que quem não compartilha o que aprendeu na vida desvaloriza seu próprio aprendizado e o sentido da palavra colaboração. 
Com o passar do tempo, através das informações que recebo particularmente e por meio de comentários sobre o Redafácil em outros sites, blogs, redes sociais, etc., tenho percebido o crescimento de interesse não apenas de estudantes, mas também de profissionais e empresários de vários setores. Obviamente, em muitos destes casos, por razões comerciais, mas de qualquer forma isto representa um interesse. Ao longo de todo esse período, nos espaços para comentários, o Redafácil tem recebido apoios, agradecimentos e sugestões de leitores de todo o Brasil e de alguns outros países. Entre eles, estudantes de níveis médio e superior, profissionais de diversas áreas, interessados em concursos públicos, "anônimos", etc. De acordo com as estatísticas do Blogger, a maioria dos acessos ao Redafácil este ano veio do Brasil, Estados Unidos, Singapura, Alemanha, Rússia, Finlândia, Portugal, França e Reino Unido, nesta ordem. Desde 9 de janeiro de 2010, também nesta ordem, Brasil, Estados Unidos, "região desconhecida", Portugal, Alemanha, Rússia, Angola, Moçambique, Singapura e "outros". O Revolver Maps, que mostra dados na página inicial deste blog, também inclui a França, a Costa Rica, o Canadá, a Espanha, a Suíça, o Japão, a Argentina, a Austrália, Cabo Verde, a Holanda, etc.

Sejam quais forem suas nacionalidades, interesses e objetivos, agradeço muito a todos os leitores e colaboradores por prestigiarem o Redafácil indicando-o, elogiando-o ou mesmo apenas lendo-o. Dentro do que ainda me for possível, espero poder continuar a dar minha contribuição em 2024. Desejo que tenham todos um felicíssimo Ano Novo. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Evite estrangeirismo desnecessário.

Ilustração: Arquivo Google

Não há problema

se você usar "pen drive",

"design", "notebook"

e outras palavras

que já fazem parte

da nossa linguagem cotidiana,

mas é necessária a moderação no estrangeirismo.


É fácil compreender a razão da necessidade dessa moderação: a redação precisa ser concisa e objetiva. Ou seja, de fácil compreensão para quem a lerá. Se sua redação será dirigida a brasileiros, quanto menos palavras em idiomas estrangeiros ela tiver, mais fácil se tornará a interpretação dos leitores aos quais ela é dirigida. O estrangeirismo (uso de palavras de outros idiomas em textos em português) não é proibido, mas seu uso indiscriminado pode dificultar a interpretação. 
O estrangeirismo não ocorre só no Brasil. É um hábito em quase todos os países do mundo. O caso é que o uso excessivo de palavras em inglês num texto em português, por exemplo, dificulta a comunicação, e a comunicação é exatamente o objetivo principal de qualquer redação. Ao escrever uma palavra em outro idioma, é preciso avaliar o quanto ela é necessária ou pelo menos não atrapalha a comunicação considerando tanto o tipo de público ao qual ela é direcionada quanto o contexto em que ela é inserida. 
É inquestionável que muitas palavras estrangeiras, principalmente provenientes do inglês, penetram em nossa linguagem cotidiana de maneira inevitável. "Fake", que significa fácil, tem sido um dos maiores exemplos disto ultimamente. A expressão "fake news(*)" ("notícias falsas" ou "informações falsas"), também. Porém, não há justificativa para não usar as palavras e expressões "falso", "falsa", "notícia falsa", "informação falsa" e suas correspondentes na forma plural em português. Também palavras e expressões mais específicas, tais como "joint venture" (acordo entre duas ou várias empresas), "assets" (recursos financeiros), "trader" (transações de mercado) são mais adequadas quando as redações são destinadas a públicos específicos. Nos casos das palavras aqui citadas, esses públicos são economistas, estudantes de economia, empresários, administradores de empresas, administradores de instituições financeiras. Em resumo: pessoas cujas atividades são relacionadas a economia e finanças. É exatamente por existir essas condições específicas que considero um exagero dizer que o estrangeirismo chega a ser uma substituição do português pelo inglês. 
Na verdade o estrangeirismo na língua portuguesa sempre existiu. Não há palavra ou expressão na língua portuguesa que não teve influência de outro idioma. O próprio idioma português proveio do latim e são muitas as palavras de origens grega, árabe, francesa, etc. A maioria das palavras que conhecemos atualmente apenas tiveram suas ortografias e pronúncias modificadas, mas são todas oriundas de um misto de idiomas. Mesmo assim, deixar de usar palavras em outro idioma quando se pode usar palavras em português é demonstração de bom senso. 


(*) A palavra "news" frequentemente é traduzida como "notícia", mas é o plural de "new", que significa "notícia", "informação", "novidade". Porém, também é correto, em inglês, considerá-la como singular representando um conjunto de informações. Por isto se diz "this is the news" ("esta é a notícia").
 

domingo, 17 de dezembro de 2023

O que é o Tempo?

Foto do Arquivo Google
Há palavras 

cujos conceitos e definições

dependem do contexto

em que são inseridas.

"Tempo" é uma delas. 


 Há palavras cujos significados e conceitos dependem do contexto. No entanto, isto não deve ser confundido com metáfora nem com sentido figurado. Este é o caso da palavra "tempo". Muitas perguntas são feitas a esse respeito, principalmente porque às vezes o tempo é expresso como condição meteorológica (chuvoso, ensolarado, nublado, etc.) ou como medida expressa em minutos, horas, dias, meses, anos, etc. Em resposta a uma pergunta que me foi feita quanto a isto e também para colaborar com quem mais tenha a mesma dúvida ou curiosidade, decidi publicar este artigo.

Cotidianamente, chamamos de "tempo" a duração de um período medido em minutos, horas, dias, meses, anos, séculos, milênios, etc. Cientificamente, o tempo é uma dimensão estudada em física, considerando tempo e espaço como duas dimensões profundamente relacionadas entre si, a tal ponto que essa relação chega, às vezes, a ser chamada "espaço-tempo", como se as duas se tornassem uma dimensão. Desta forma, os físicos consideram que a passagem do tempo é percebida por cada um de nós de forma subjetiva (não concreta, não coletiva, mas dentro de uma concepção pessoal). Entram nessa discussão detalhes ou temas como a teoria da relatividade do tempo, possíveis viagens através do tempo e outras questões relacionadas à ciência e à ficção científica que são interessantes mas não são o propósito deste artigo.

Também de forma muito popular, mas correta, a palavra "tempo" é empregada como referência às condições meteorológicas de uma determinada região porque tais condições duram um determinado período que pode ser algumas horas, alguns dias, etc. São períodos de céu nublado, de chuvas, de seca, de estações (inverno, verão, etc.).

Não há como errar quanto ao emprego da palavra "tempo" numa redação. Basta apenas observar os contextos relacionados a uma destas situações. Espero, com este artigo, ter conseguido colaborar com vocês quanto a isto.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

As Diferenças entre Conceito, Definição e Significado de uma Palavra

Geralmente, 
os dicionários mostram conceitos,
mas muitas pessoas os confundem com definições ou significados.

Geralmente, quando alguém quer descobrir o significado de uma palavra, procura-a num dicionário. Ocorre que nem todo mundo observa as diferenças entre um conceito e uma definição. O conceito é a representação de uma ideia em relação a alguma coisa. Exemplo:
Elevação - ato de mudar a posição de algo, de um local inferior a um local superior, levar algo para cima. A palavra também é empregada quanto à transferência hierárquica de alguém, numa empresa (por exemplo, de funcionário numa categoria menos elevada para gerente). Outro exemplo: na área militar, de tenente para capitão, de capitão para coronel, etc.
A definição dá uma ideia mais exata do que a palavra significa: Elevação - movimento para cima, aumento (de preços, de salários, etc.). Observem que neste parágrafo eu disse que a definição dá uma ideia mais exata do significado. Isto quer dizer que "definição" é o mesmo que "significado". Podemos dizer, portanto, que o conceito de uma palavra é subjetivo e seu significado é objetivo. Enquanto o conceito representa uma ideia, o significado é algo bem mais próximo do sentido real. Portanto, o significado é algo definitivo, e é por isto que também é chamado "definição".

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

O Significado de "Advento"

Arquivo Google

 Segundo os católicos,
estamos no período do Advento. 
Mas o que é um advento?

Para os cristãos, especialmente os católicos, o advento é um período que começa no primeiro domingo de quatro semanas que antecedem o Natal. O atual começou no dia 3 de dezembro e ocorrerá até 24 de dezembro, a véspera do Natal. É um período de preparação para o Natal. Mas qual é o significado da palavra "advento"?
A palavra se relaciona ao verbo "advir", que significa "vir depois", "ocorrer como consequência de algo. Neste sentido, "advento" é um período de preparação para o Natal através de orações, reflexões, atos, celebrações, desde que o objetivo seja buscar renovação de esperanças e contribuir para a realização de um mundo melhor. 
Simbolicamente, o Natal não representa apenas o aniversário de Jesus, pois nem mesmo sabemos em que data ele nasceu, Para os cristãos, é um momento especial em suas vidas, com o objetivo de renovação de esperanças de mudanças para uma vida melhor. O 25 de dezembro foi a data para representar simbolicamente o nascimento de Jesus como o Messias prometido por Deus, cujo maior sonho ao longo de sua vida foi essa melhoria para todos nós. É como se ele simbolicamente renascesse a cada 25 de dezembro. O período do advento simboliza o período ocorrido antes de seu nascimento, um período de preparação para recebê-lo novamente em nossas vidas.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Um tema interessante para redação: "Como é possível implantar uma cultura organizacional?"

Ilustração: Arquivo Google 

 Pode-se incentivar

ou incrementar

alguns aspectos 

de cultura organizacional,

mas acho que não se pode implantá-la.


No Linked In, uma rede social sobre empreendedorismo, uma pessoa levantou uma questão interessante sobre o hábito que alguns supostos especialistas têm, de sugerir métodos aparentemente eficazes de se implantar uma cultura organizacional numa empresa. É possível isto?
O que posso dizer é que aprendi que uma cultura organizacional é um conjunto de elementos que incluem crenças, valores éticos e regras que influenciam o clima num ambiente de trabalho. Ela é importante para as organizações no sentindo de alinhar o comportamento dos funcionários, mas crenças e valores éticos são, em muitos casos, questões muito pessoais, muito individuais. Acho que o que se pode fazer com relação a isto não é implantar, mas talvez seja incentivar, incrementar a cultura organizacional relacionando as normas empresariais com essas crenças e esses valores. 

É fundamental que todos na empresa - literalmente TODOS os integrantes da empresa - entendam que precisam estar alinhados com os objetivos e valores da organização. Cada líder precisa conhecer bem sua equipe e saber promover o equilíbrio no trabalho, mas também ele precisa contar com a participação intensa de todos para isto. O que eu disse até aqui é óbvio, mas o fato é que essas coisas podem ser incentivadas, incrementadas, mas não implantadas. "Implantar" é iniciar o desenvolvimento de algo estabelecendo-o, fixando-o, e cultura não é algo que possa ser implantado. "Cultura" é um conjunto muito complexo de padrões sociais e atividades individuais e ao mesmo tempo coletivas dependendo de cada finalidade e cada contexto. O que pode ser feito talvez seja um plano para uma convivência socialmente saudável aliada a uma estratégia de posicionamento de mercado que respeite as crenças e os valores individuais e ao mesmo incremente o diferencial competitivo da empresa.

domingo, 26 de novembro de 2023

O que é "gentrificação"?


 A charge ilustra 

com humor e exatidão 

o que é a gentrificação.


É uma palavra que vem sendo muito usada nos discursos e debates sobre urbanização, economia, arquitetura, engrenharia, etc. Trata-se de um fenômeno que beneficia algumas famílias e prejudica muitas. Portanto, é do interesse geral de todos nós - inclusive seu. Ultimamente também vem sendo usada a expressão "gentrificação urbana", um pleonasmo desnecessário porque o significado de "gentrificação" já está relacionado às áreas urbanas.

Como o fenômeno se chama "gentrificação", o verbo relacionado a ele é "gentrificar" e significa modificar áreas urbanas - isto é, bairros - causando aumento de preços de imóveis. É um processo que eleva o custo de vida local e torna mais grave a segregação social e econômica entre os moradores. Como se trata de um processo que modifica a paisagem urbana, tem muito a ver com arquitetura e engenharia. Como influencia o crescimento da valorização mercadológica dos imóveis, tem muito a ver com a economia. Como influencia muito as nossas vidas, tem tudo a ver com todos nós. 

É um processo que complica a situação dos moradores economicamente menos favorecidos. A dinâmica visa atrair um perfil de moradores com poder aquisitivo maior e obriga moradores mais antigos a se mudarem para outros bairros onde possam ser encontradas condições mais acessíveis. Não é justo para muitas pessoas, mas é assim que acontece.

domingo, 12 de novembro de 2023

Você quer ser um "influencer digital", mas você sabe do que você precisa para isto?


 Muitos jovens

querem ser "digital influencers"

mas não têm a menor noção

do que é um "influencer"

e do que é preciso para isto.


Um artigo da filósofa e professora Tânia Zagury atraiu a minha atenção e me levou a publicar o meu. Ela demonstra preocupação com o fato de muitos jovens terem a intenção de se tornarem "digital influencers" ("influenciadores digitais"), e tem muita razão quanto a isto. A maioria desses jovens vê nisto apenas uma forma de ganhar dinheiro fácil sem ter que trabalhar e sem ter que estudar muito. Se você é um deles, eis aqui algumas coisas que você precisa saber.

A primeira grande dificuldade que você terá que enfrentar será a concorrência. Como muitas pessoas pensam como você, a concorrência só por isto já se torna enorme. Se muitas dessas pessoas estiverem melhor preparadas do que você, você já começa sendo prejudicado. A ideia de que não é preciso ter um curso para isto é falsa. Não precisa ter um curso específico para usar a Internet para esta finalidade, mas precisa ter cursos para ser bem sucedido na atividade. Perceba que os "influencers" bem sucedidos que têm seus perfis no Instagram, por exemplo, são nutricionistas, médicos, pedagogos, etc. Há os "influencers" que não são nada disto e têm um enorme número de seguidores, mas isto representa sérios riscos para os jovens e para a sociedade. Ou seja, os verdadeiramente bons influenciadores têm suas profissões, suas amplas experiências sobre o que abordam e é baseando-se nelas que eles expõem seus conhecimentos nos perfis. 

Um influenciador digital não é apenas alguém que usa uma rede social. Ele tem que ser capaz de influenciar um público geral ou específico sobre temas relacionados a determinadas profissões ou negócios próprios, promover um produto ou uma prestação de serviços, potencializar vendas, etc. Portanto, é alguém que precisa estudar muito e trabalhar muito, antes de iniciar a atividade e enquanto a estiver realizando. 

Um influenciador pode ter milhões ou bilhões de seguidores, mas não é isto o mais importante. O mais importante é quanto ao conteúdo que ele apresenta para manter o engajamento público e para ser útil a essas pessoas. Para isto, precisará ser ótimo em redação, terá que aprender a fazer redação promossional, terá que aprender muito sobre mídia, marketing (marketing digital, marketing pessoal, marketing promocional, marketing social). 
Somente após saber tudo isto e estar disposto a começar a se preparar para uma longa jornada de estudos e muito trabalho ainda antes de começar a usar seu perfil como "influencer" é que você poderá ter alguma chance de oferecer conteúdos importantes para o seu público. A partir daí, e ainda tendo que enfrentar uma enorme concorrência, é que você poderá ter alguma chance de ser bem sucedido.

domingo, 5 de novembro de 2023

Por que as provas para ingressar numa faculdade ou numa universidade são chamadas "vestibular"?


 "Vestibular" vem de "vestíbulo".


Um estudante perguntou por que as provas para ingressos numa universidade ou numa faculdade se chamam "vestibular". Isto tem a ver com a palavra "vestíbulo".

"Vestíbulo" é o que também se chama "labirinto" no ouvido. É a passagem por onde entram os sons que ouvimos. Ou seja: é a via de acesso entre a parte interna da orelha e a parte interna do ouvido. Na arquitetura, é um espaço externo ou pátio através do qual as pessoas podem ter acesso à entrada de um edifício, uma igreja, uma casa, etc. Portanto, "vestíbulo" é algo que fica entre dois espaços mas que, ao mesmo tempo, serve como via de acesso de um para o outro. Tendo isto como base, o processo vestibular - ou simplesmente "vestibular" - é assim chamado por funcionar como um vestíbulo entre duas etapas: o candidato que concluiu o ensino médio participa das provas como vias de acesso para iniciar um curso de nível superior.



quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Afinal, o que é essa tal "inteligência artificial"?

Apesar de

estar gerando

tanta polêmica atualmente,

não é exatamente uma novidade. 


A série de televisão "Andrômeda", baseada em roteiros de Gene Roddenberry (o mesmo criador de "Star Trek" - "Jornada nas Estrelas"), estreou nos Estados Unidos em 2000. Na história contada na série, "Andrômeda" é uma nave interestelar totalmente controlada por meio de inteligência artificial. Pois é, como vocês vêm, o tema "I.A." não é recente. Deve-se, ainda, levar em consideração que a série estreou depois da morte de seu autor, que ocorreu em outubro de 1991. Isto quer dizer que a inteligência artificial já era debatida nos anos 1980. 
O tema tem recebido variados conceitos e definições nem sempre corretas por ser discutido principalmente por leigos. Entretanto, mesmo nós, os leigos, buscando e pesquisando informações a respeito, temos condições de considerar algumas características básicas que fazem parte do complexo sistema dessa tal inteligência artificial. Isto inclui capacidade de raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões, entre outras coisas. 
A capacidade de raciocínio tem a ver com a aplicação de regras lógicas - ou seja: logística - em dados disponíveis para se obter uma conclusão. O processo de aprendizagem visa nos fazer aprender através de nossos erros e acertos para nos tornarmos mais eficazes quanto ao que nos propomos a realizar. O reconhecimento de padrões inclui tanto padrões visuais e sensoriais como os de comportamento. Devemos também reconhecer a importância da inferência, que é a capacidade de conseguir aplicar a capacidade de raciocínio no nosso cotidiano. 
Na verdade as discussões sobre I.A. começaram na segunda metade da década de 1940, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. O nome "Inteligência Artificial" só passou a ser usado com mais frequência a partir de 1956, quando cientistas como o economista norte-americano Herbert Simon e o neurologista Walter Pitts divulgaram seus primeiros estudos sobre a possibilidade de criação de "máquinas inteligentes". 
Isto gerou inúmeras obras, tanto resultantes de estudos importantes quanto de cunho sensacionalista, e o cinema, por sua vez, usou amplamente o tema para produzir filmes de ficção científica. Entre o público, dominava uma espécie de mistura de fascínio e medo - e obviamente de dúvidas e de conceitos nem sempre bem fundamentados e frequentemente confusos. 
Ainda hoje o conceito de inteligência artificial ainda é difícil de ser definido e suas interpretações, na maioria equivocadas e conflitantes, dificultam a compreensão correta.

sábado, 21 de outubro de 2023

Compreensão e Entendimento


 "Compreensão" e "entendimento"

não são a mesma coisa,

mas é preciso entender

para compreender.


A compreensão e o entendimento são duas coisas diferentes, mas o entendimento depende da compreensão. "Entender" é conhecer, é aprender, é adquirir aprendizado e conhecimento, é perceber. Baseando-nos nisto, podemos dizer que "entender" é aceitar algo como razoável dentro da nossa capacidade de raciocínio e de percepção.

Dependendo do contexto, o uso da palavra "compreensão" com o significado de "entendimento" não é errado. Porém, deve-se levar em conta que a compreensão é a disposição para entender algo. Nas relações humanas, este sentido fica mais claro ao lembrarmos que demonstramos compreensão quando tentamos entender as aflições, os problemas ou as atitudes das outras pessoas.