Elias Alves foi locutor e redator noticiarista na Rádio Vitória, em Vitória, no Espírito Santo. Ele também trabalhou como redator comercial na TV Vitória entre 1990 e 1997. Antes, entre 1986 e 1990, foi redator noticiarista na Rádio Gazeta, também em Vitória. Posteriormente atuou na Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom) até dezembro de 2002.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

A forma correta é "os óculos", não "o óculos".

Quem usa óculos usa sempre dois.

 A palavra "óculos"

está na forma plural.
Portanto, não se deve dizer

"um óculos", "aquele óculos", etc.


Muita gente está habituada a falar "um óculos", "meu óculos", etc. Em muitos anúncios apareçam pessoas falando "meu óculos", "o óculos", "seu óculos" ou "aquele óculos". O mesmo erro também é frequente em muitos textos comerciais, jornalísticos, publicitários, etc., mas o fato é que é um erro. 

A palavra "óculo" tem o mesmo significado de "lente". Cada lente é um óculo. Apesar do conjunto com a armação e as lentes ser um, há duas lentes. Portanto, as formas corretas são "os óculos", "meus óculos", "aqueles óculos", etc. Se você usa óculos, você usa sempre dois. Por isto a palavra vem na forma plural: "óculos".

Para explicar de forma mais clara, lembro que "óculos" é um substantivo masculino plural cujo correspondente na forma singular é "óculo". A palavra "óculos" se refere a duas lentes (ou seja, dois óculos) ligadas pela armação, como mostra a ilustração. Portanto, são chamados "óculos" porque são sempre dois. Por esta razão, os artigos ("os", "uns") e os pronomes indicativos ("estes", "esses", "aqueles") ou possessivos ("meus", "seus") devem estar sempre na forma plural.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Debêntures e Títulos de Crédito, Deveres e Obrigações

Um dia, 

talvez você tenha

que interpretar um texto 

ou fazer uma redação sobre isto.


Toda vez que uma pessoa precisa obter financiamentos, surgem algumas dúvidas. Afinal, todo financiamento requer muita responsabilidade de todas as partes envolvidas. Palavras muito comuns no vocabulário dos economistas, mas nem tanto entre os leigos, estão sempre presentes em documentos como contratos, etc., e geram dúvidas quanto aos seus significados. Isto causa certa insegurança principalmente entre novos empreendedores. Estudantes também precisam estar atentos a isto, pois elas poderão estar presentes em textos para interpretação ou em temas propostos para redação.

Realmente, qualquer pessoa que necessite de financiamentos  precisa conhecer bem os significados de palavras e termos como "títulos de crédito", "debêntures", "deveres" e "obrigações". Precisa, por exemplo, saber que "dever" e "obrigação" não são a mesma coisa. O desconhecimento desses conceitos ou o fato de interessado achar que os conhece mas talvez não os conheça (o que agrava a situação), abre um leque muito amplo de problemas graves que poderão ocorrer.  Por isto, eis aqui algumas dicas que podem ser muito úteis a pessoas que queiram trabalhar por conta própria, iniciar negócios, adquirir imóveis, comprar um carro, ou que necessite de financiamentos para qualquer que seja a finalidade. 
Muita gente pensa que "debênture" é o mesmo que "título de crédito". Isto já é um erro grave que pode trazer consequências ainda mais graves. O debênture é um tipo específico de título de crédito. O título de crédito é um papel que representa uma obrigação e que tem que ser emitido em total conformidade com as leis vigentes segundo cada caso. Ele é fundamental para garantir os direitos de todos os envolvidos (credor, devedor e financiador) na negociação, mas o debênture é um título de crédito que representa empréstimos que uma empresa faz junto a terceiros para assegurar seus próprios direitos. Em qualquer caso, seja qual for o tipo de título de crédito, é dele que dependem todos os elementos importantes para configurar o crédito, ou seja, para estabelecer a confiança necessária para assegurar o pagamento da dívida dentro de um determinado tempo. Afinal,  todo empréstimo é uma dívida que sempre causa a necessidade de redistribuição de bens financeiros entre o devedor e o credor dentro de um período. Esse período é chamado "serviço de empréstimo".
Isto funciona assim:
O devedor recebe uma quantia em dinheiro do credor.  Essa quantia pode ser dada totalmente no início, como no caso da compra de um apartamento ou uma casa já construída, ou aos poucos (em parcelas), como no caso da aquisição de uma casa a ser construída. No segundo caso, o dinheiro é disponibilizado de acordo com  as fases da construção, isto é, à medida em que for necessário.  O devedor devolve o dinheiro ao credor em prestações regulares. Geralmente - mas nem sempre - esse serviço tem um preço, que é cobrado como juros da dívida. 
Geralmente os empréstimos fornecidos por bancos são financiados por meio de depósitos.  Quando são fornecidos por outros tipos de instituições financeiras, estas costumam recorrer a contratos de dívidas como fontes de financiamento. Entre esses contratos constam as "obrigações", que não são o mesmo que "deveres".  As obrigações ou "direitos de crédito" são normas que regulam as relações de crédito para que se concretize uma prestação.
A diferença entre "obrigação" e "dever" é que a obrigação necessita da sujeição de uma das partes envolvidas no processo, mas o dever apenas se relaciona a uma grande possibilidade da concretização de um determinado comportamento.  O dever é estabelecido pela análise da interação entre toda as partes envolvidas. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

As Diferenças Entre a Publicidade e a Propaganda

Imagem do Arquivo Google
Mesmo não sendo

profissional nestas áreas,

você pode escrever sobre elas

mas para isto 

precisa saber as diferenças básicas.


Qualquer pessoa tem o direito de expressar sua opinião sobre o que quiser. Porém, para escrever e publicar essa opinião, precisa pelo menos ter conhecimentos básicos sobre o tema, pois terá que incluir na redação argumentos plausíveis. Muita gente expressa opiniões sobre publicidade e propaganda como se as duas coisas fossem a mesma coisa, e isto causa em muitos leitores interpretações equivocadas, já que o objetivo de toda redação é conduzir o leitor na linha de raciocínio do autor. 
A publicidade e a propaganda têm um mesmo objetivo: tornar algo de conhecimento público. Porém, as finalidades da propaganda são diferentes das finalidades da publicidade. A publicidade visa divulgar a existência de produtos e serviços à disposição de consumidores enquanto a propaganda divulga ideias de cunhos político, religioso, social, etc. Na publicidade a comunicação ocorre de forma direta, inclusive com informações sobre como as pessoas podem adquirir os produtos ou serviços oferecidos, e na propaganda a comunicação pode ser direta ou indireta sem precisar estar especificamente associada a produtos ou marcas. 
A publicidade pode ser veiculada através de rádio, televisão, Intertet, outdoors, cartazes, etc., e a finalidade principal é sempre lucrativa. A propaganda pode ter fins lucrativos ou não, mas as finalidades mais importantes devem ser informar, alertar, causar reflexões, e pode ser usada para estimular comportamentos, mudanças de atitudes, ideias e princípios. 
 

sábado, 25 de janeiro de 2025

A Liberdade de Expressão e Palavras Estrangeiras na Redação

Imagem do Arquivo Google

 Numa redação numa prova,

palavras em idioma estrangeiro

devem ser evitadas.


Numa postagem no Facebook, eu disse que as palavras em inglês, atualmente tão comuns nas relações através das redes sociais, devem ser evitadas se houver palavras com o mesmo sentido em português. Isto tem uma razão bem simples: nestes casos as palavras em inglês não são necessárias e a comunicação com todas as palavras em português se torna muito mais fácil. Entretanto, quando digo isto, algumas pessoas dizem que é preciso respeitar a liberdade de expressão. Isto significa que elas não sabem qual é o conceito de liberdade de expressão. 

A liberdade de expressão dá a qualquer pessoa o direito de emitir a opinião que quiser, sobre o que quiser, receber e transmitir informações, expor ideias, desde que não se expresse de maneira hostil, deselegante, não cometa calúnias e não dissemine informações falsas. Esse conceito se refere ao que você expressa, não às palavras de outros idiomas. No entanto, embora não seja proibido, o uso de palavras estrangeiras deve ser evitado, principalmente quando se trata de uma redação numa prova do Enem, do vestibular, etc. A redação numa prova tem dois objetivos básicos. Um deles é verificar a profundidade do seu conhecimento a respeito do tema proposto. O outro é avaliar a sua capacidade de comunicação no idioma oficial de seu país (no nosso caso, o português) e o nível do seu domínio sobre as regras gramaticais. Portanto, se você usar termos em outro idioma, isto poderá causar a impressão de que você não conhece os termos adequados em seu próprio idioma. Isto pode causar a perda de pontos.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

O Verdadeiro Significado de "Mercado Livre"

Imagem do Arquivo Google
"Mercado livre" ou "livre mercado" - as duas expressões são corretas.


É correto dizer "mercado livre" ou "livre mercado". Porém, a popularidade do aplicativo de compras pela Internet com o nome "Mercado Livre" faz com que se use a expressão "livre mercado" para evitar interpretações equivocadas quando o tema é o modelo econômico, não o aplicativo. É um modelo econômico cujas principais características são a livre iniciativa, a livre concorrência e o fato de não haver intervenção governamental na economia. 

No livre mercado as trocas econômicas e comerciais são voluntárias, há uma autorregulação do mercado e os preços dependem da relação entre a oferta e a demanda de produtos e serviços. Além disto a propriedade privada é defendida e a iniciativa privada domina a indústria, o comércio e a prestação de serviços. É uma das bases principais do capitalismo, sistema econômico baseado na propriedade privada, na acumulação de capital e no lucro.




 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

As Diferenças entre "Logística" e "Marketing"

Para fazer 
uma redação
sobre o tema,
saber essas diferenças é fundamental.

Um bom trabalho de marketing depende muito de um bom desempenho de logística, Por isto, para o melhor desempenho de ambas as coisas, é preciso conhecer as diferenças entre as duas coisas e os pontos em que elas se combinam. Portanto, ao se produzir uma redação a esse respeito, é necessário abordar com muita clareza os aspectos específicos e em comum entre elas. 
"Logística" é uma área de gestão que visa prover uma empresa ou organização com recursos, equipamentos e implementos para melhorar a execução de todas as suas atividades. Fazem parte da logística o planejamento, a implementação e o controle de fluxo de caixa e armazenamento de matérias primas, materiais semi acabados e produtos acabados (ou "produtos finais") ou serviços prestados. Por extensão, também integram todas as informações relativas a esses itens, desde o planejamento para a produção até a chegada do produto final ou do serviço prestado ao consumidor. 
Quando o assunto é marketing, mesmo muitos profissionais desse setor assumem que encontram dificuldades para estabelecer diferenças entre o marketing e a logística. "Marketing" e "logística" não são a mesma coisa, mas se não houver um bom trabalho logístico no preparo de um plano de marketing, este não será bem sucedido. Assim, a definição de "logística" no início deste texto pode ser resumida dizendo-se que sua função principal é fazer com que o cliente valorize não apenas o produto adquirido ou o serviço recebido, mas também a empresa fabricante do produto ou prestadora do serviço. 
"Logística" é a tradução em português da palavra francesa "logistique", que por sua vez é proveniente da palavra grega "logos". A prática, já com este nome, se originou nas táticas militares de guerra, especialmente as ocorridas na Europa durante a Idade Média. Referia-se ao planejamento e realização de projetos e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte e manutenção de materiais com finalidades operacionais e administrativas. 
Longe das guerras, a logística assume características menos militares e mais voltadas à satisfação da clientela com menor custo possível para as empresas. Como a palavra grega "logos" significa "estudo", torna-se evidente que a parte principal da logística é o planejamento - no caso do marketing, o planejamento para promover produtos, serviços, marcas e empresas ou organizações. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

"Bastante" e "Bastantes" - Como devemos usar as duas palavras?

Ilustração: Arquivo Google
As duas palavras estão corretas, 

mas o uso correto

de cada uma

depende do contexto 

da frase.



Uma postagem no Facebook gerou uma série de conflitos de opiniões sobre as palavras "bastante" e "bastantes". Algumas pessoas comentaram que a palavra "bastantes" não existe porque "bastante" já significa "muitos". No entanto, este é um pensamento equivocado. A palavra “bastante” deve ser usada tanto no singular como no plural, dependendo da função que exerce na frase. Ou seja, dependendo do contexto. Quando é um advérbio de intensidade ("li bastante livros" ou "li livros o bastante"), não sofre alterações e deve permanecer no singular porque "bastante" neste caso significa "o que basta", "o suficiente". Outro exemplo: “Eles são bastante bons." Neste caso "bastante bons" significa "suficientemente bons".
Acontece que há situações em que “bastante” é um adjetivo. Quando isto ocorre a flexão de número é necessária para concordar com o substantivo, devendo ser utilizada a forma “bastantes”. Exemplos: “Eles são bastantes” (que significa "eles são muitos, em grande quantidade, em quantidade suficiente"). Também há casos em que “bastante” tem a função de pronome indefinido, e aí também pode ser necessária a variável “bastantes”. Por exemplo: “bastantes empresas faliram”. Neste caso significa "inúmeras empresas".
A regra é bem simples: para saber se deve usar “bastante” ou “bastantes”, substitua “bastante” por “muito”. Se “muito” tiver que ir para o plural ("muitos"), a opção certa será "bastantes". Por exemplo, "li bastantes livros" (ou seja: "li muitos livros"). Não aprendi isto na China, aprendi fazendo redações como principal atividade profissional durante décadas e estudando sistematicamente durante muitos anos a gramática da língua portuguesa para esta finalidade.

sexta-feira, 17 de maio de 2024

O que é um "Deboísmo Financeiro"?

A dúvida 

certamente é causada 

por uma nova palavra

ainda desconhecida

por muita gente.


Este é um fenômeno que acontece em todos os idiomas: frequentemente surgem novas palavras, novas expressões, etc. Atualmente, em alguns sites e aplicativos de vendas, surge frequentemente a expressão "deboísmo financeiro", e já há muitas pessoas querendo saber o que é isto. Uma preocupação natural, pois estão lidando com uma expressão ainda pouco conhecida e relacionada a finanças. 

Parece-me evidente que isto tenha sua origem no fato de que uma nova palavra está começando a ser muito usada por pessoas que postam nas redes sociais e se comunicam com amigos através da Internet: "deboísmo". Trata-se de uma espécie de "corrente filosófica" cuja principal regra é procurar viver tranquilamente, sem grandes preocupações, etc. Vem daí o uso da expressão "deboísmo financeiro" através dos canais de vendas, que aproveitam a oportunidade para garantir aos consumidores a ideia de tranquilidade financeira nas compras. 

Muitas palavras terminadas em "ismo" têm o significado de algum tipo de doutrina, conjunto de ideias, corrente filosófica, etc. Como exemplos, podemos citar "cristianismo", "catolicismo", "romantismo", "comunismo", "socialismo", "capitalismo", etc. Portanto, "deboísmo", que já tende a ingressar como palavra oficialmente integrada ao nosso idioma, já pode ser considerada uma palavra desta categoria. Isto provoca a necessidade do surgimento de outras palavras relacionadas a ela, tal como "deboísta" - pessoa bem-humorada, despreocupada, tranquila. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Você sabe o que é uma mídia?

Imagem do Arquivo Google

 Muita gente 

usa a palavra "mídia",

mas nem sempre 

no contexto adequado. 


Muita gente usa a palavra "mídia" para se referir a fatos ou informações veiculados através do jornalismo (radiojornalismo, telejornalismo, jornalismo impresso ou via Internet, etc.). Parecem não saber que tal palavra tem um significado muito mais extenso e que, quando generalizam dizendo que todos estão usando a mídia de forma inadequada, e dizem isto em postagens ou comentários no Facebook, no Linked In, no Instagram ou no WhatsApp, estão incluindo elas mesmas. 
Essas pessoas precisam saber que "mídia" é todo o conjunto existente de formas de veiculação de informações e de comunicação, incluindo sistemas de televisão, rádio, jornais, revistas, telefonia fixa, telefonia móvel e tudo que se faz através da Internet. Ou seja: todas as formas usadas para a divulgação de informações, opiniões, ideias, através de mensagens particulares ou públicas. Os meios específicos para isto (televisão, rádio, Internet, etc.) são chamados "veículos ou meios de comunicação", "veículos ou meios de informação" ou "veículos ou meios midiáticos". A propaganda e o marketing também são atividades midiáticas. 

Na verdade, "mídia" é uma forma "aportuguesada" da palavra inglesa "media", que é uma abreviação de "mass media", cuja tradução correta é "comunicação de massa". Em termos mais simples, isto significa que "mídia" é literalmente todo o conjunto de atividades relacionadas à comunicação social. "Comunicação social" é o nome que se dá à veiculação de informações para grandes públicos através de qualquer dos veículos midiáticos (televisão, rádio, Internet, etc.). Deve-se lembrar que "comunicação" significa troca de informações. Compreende-se, então, que "comunicação social" é a disponibilidade de informações considerando como respostas ou "trocas de informação" as reações do público. 
À medida em que o tempo avança, muita coisa muda porque tem que mudar, porque precisa se atualizar, tornar-se mais eficaz. Evidentemente, no caso da mídia não poderia ser diferente, e a mudança mais significativa veio através da popularização da Internet. Através dela, a mídia perdeu totalmente seu antigo caráter de homogeneidade. Os assuntos mais debatidos não são mais os de interesse exclusivo das grandes empresas de comunicação. Nem mesmo das grandes empresas de qualquer setor de atividade. Existe agora uma tal "mídia alternativa", fundamentada principalmente na formação de "grupos" nas redes sociais online, nos quais diversos tipos de assuntos variados ou específicos são postados e discutidos. Isto trás à tona, dentro da comunicação social, a necessidade de amplos debates sobre mídia analógica, mídia digital, mídia eletrônica e seus respectivos conceitos. Como a Internet está à disposição de um número cada vez maior de pessoas, há muito tempo isto já não é mais de interesse específico dos empresários e dos profissionais de comunicação. É do interesse de todos. 



terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Debates sobre Comunicação Interativa e Assertiva Precisam ser Urgentemente Ampliados

Ilustração do Arquivo Google

 Fala-se muito em AI,

mas não se deve negligenciar

a importância da "CI"

e da "CA"

nas empresas e na vida.


Ultimamente vem ocorrendo muitos debates sobre a inteligência artificial, geralmente representada pela sigla "AI" (do inglês, "Artificial Inteligence"). Equivocadamente interpretada como se fosse uma imitação artificial da inteligência humana, a inteligência artificial é, na verdade, um importantíssimo campo de estudos que inclui conhecimentos como computação, matemática, estatística, cognição, linguística (especialmente linguística computacional), etc. Importantíssimo inclusive porque inclui linguística - o estudo objetivo e sistemático de todos os aspectos de linguagem, elemento fundamental da comunicação.

Ressalta-se, assim, a importância todos os funcionários de uma organização - e, por extensão, todas as pessoas - saberem a diferença entre comunicação e informação. De forma bastante resumida, pode-se dizer que a informação é o ato de relatar, oralmente, por escrito ou de qualquer outra forma, uma ocorrência, um fato, etc. Comunicação é a troca de informações entre duas ou mais pessoas, sendo que uma das informações pode ser em resposta à informação recebida anteriormente ou complementar a esta. Por isto, não se pode negligenciar a importância de debates mais amplos sobre comunicação interativa e comunicação assertiva. Atualmente, com tantos "influenciadores digitais" (ou, como dizem, "influencers") postando coisas sem importância alguma ou mesmo coisas que nem deveriam sem postadas, e muitos deles sem ao menos saber o significado da palavra "influencer" ou "influenciador", há a urgência de uma discussão bem ampla sobre o que é a comunicação interativa e assertiva e sua importância tanto para as empresas como para todo mundo. 

A comunicação interativa é uma poderosa forma de contribuir para a produção de conteúdo importante principalmente através da internet. Sob o ponto de vista empresarial, ela facilita maior engajamento entre os funcionários, entre estes e a empresa, e entre os funcionários, a empresa e o público a que ela se destina. Em relação às pessoas que optam trabalhar "por conta própria", as noções e a prática de comunicação interativa ajudam muito nas relações com os clientes e outros parceiros. Especialmente importante nas áreas de propaganda e marketing. Seu foco principal deve ser sempre o conteúdo igualmente significativo para os funcionários, a empresa, os profissionais (de qualquer área) e os clientes ou consumidores. Ela deve sempre ser feita de modo a fornecer, se necessário, informações personalizadas, facilitar a troca de informações em tempo real e promover o envolvimento e o engajamento de todos os parceiros. Esta é atualmente a melhor forma, talvez até mesmo a única forma eficaz, de garantir fidelização dos consumidores ou do público específico a que se deva dirigir.

Deve-se aliar a isto a importância da comunicação assertiva - coisa absolutamente ausente no caso dos "influencers". A qualidade da comunicação depende fundamentalmente da qualidade da comunicabilidade. O grau de comunicabilidade numa redação, por exemplo, influencia e até pode determinar o sucesso das funções a serem executadas, na qualidade dos relacionamentos sociais e de trabalho e, uma vez mais, no engajamento de todos os envolvidos nos processos para qualquer finalidade. Porém, só é possível realizar uma comunicação realmente assertiva respeitando-se e preservando regras gramaticais, buscando conhecer melhor pelo menos noções mínimas de diferentes tipos de comunicação (jurídica, jornalística, publicitária, etc.) e manter o sempre saudável hábito da atualização de conhecimentos em geral.
É importante não confundir "assertiva" com "acertiva". "Acertiva" é uma palavra pouco usada que, embora considerada não existente na língua portuguesa, surge em alguns textos para se referir a uma ação ou uma atitude bem sucedida. "Assertiva", cujo substantivo masculino correspondente é "assertivo", significa um comportamento, uma ação ou qualquer tipo de atitude correta em busca de um ou vários objetivos. Encerro este artigo sugerindo a inclusão obrigatória da Comunicação Assertiva e Interativa como disciplina a partir do ensino fundamental, independente da já existente disciplina conhecida como "Língua Portuguesa". Ou pelo menos dentro desta, mas de forma mais abrangente e enfática, pois a facilidade de se publicar o que quiser na Internet evidencia essa necessidade. 

sábado, 20 de janeiro de 2024

Ética e Antiética nos Lucros

 


É necessário estabelecer

um código de ética

envolvimento todos os funcionários

e todos os colaboradores.

Às vezes, um equívoco pode significar um desrespeito involuntário a princípios éticos. Neste caso, é necessário um código de ética. Não um código de ética como aqueles específicos que costumam estabelecer para cada categoria de profissionais (médicos, dentistas, engenheiros, etc.). É necessário um código de ética para orientar os funcionários em suas ações e decisões de modo que não pareça que eles queiram enganar os clientes da empresa. O desrespeito a esses princípios nem sempre é proposital, mas sempre traz péssimos resultados para a empresa e favorece muito as organizações concorrentes. Para isto, basta que seja um instrumento baseado num código de ética único: o do respeito à cidadania.
Criar um código de ética assim é algo que requer muito cuidado principalmente porque se trata da criação de um instrumento para orientar as ações e o desempenho dos funcionários objetivando sua interação com um público que é sempre muito diversificado. Para isto é necessário que o conteúdo do código de ética seja especificado com o máximo de clareza, pois precisará ser bem compreendido por todos os funcionários. O lucro da empresa dependerá muito disto, pois ele depende altamente dos projetos, das razões desses projetos, dos objetivos a serem alcançados. Isto obriga a empresa a respeitar a ética e, embora algumas pessoas cometam o absurdo de dizer que que os princípios éticos nem sempre condizem com a realidade, basta que a empresa elabore seu próprio código de ética especificando eficazmente sua estrutura organizacional para que a atuação dos funcionários e dos demais colaboradores (fornecedores, distribuidores, revendedores, etc.) seja devidamente orientada através dele.
A ética das empresas é algo que vem sendo cada vez mais exigido pela clientela. Isto tem uma razão bem nítida: clientes não gostam de ser ou de se sentir enganados. A empresa que alcança uma fama de conduta correta se torna facilmente capaz de fazer com que os consumidores escolham seus produtos ou serviços apenas por conhecer essa fama. Entretanto, se um consumidor for ou se sentir prejudicado, essa notícia se espalha com uma rapidez incrível, de boca em boca, pela internet, através de reclamações aos órgãos de defesa do consumidor, etc. Nos dias atuais, basta que ocorram poucos assim para que a empresa passe a operar "no vermelho" e, em pouco tempo, encerre suas atividades para sempre.
Modificar o comportamento dos colaboradores, entre estes os próprios funcionários, não é uma tarefa fácil mas também não é impossível. Para isto existem os consultores empresariais, que são profissionais especializados nessa área. Eles auxiliam analisando casos em que podem ser detectados casos de desrespeitos voluntários e involuntários a princípios éticos e mostrando caminhos para possíveis soluções. Não basta publicar um código de ética num livro. Tudo depende de muita prática e de exemplos a serem dados pela própria empresa. Quem ainda pensa que com o famoso "jeitinho" o lucro vem com maior facilidade está muito enganado. A estratégia através de comportamentos éticos impõe limites, mas são esses limites que promovem o lucro.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Não confunda "Endomarketing" com "Marketing Interno"

 

Ilustração: Arquivo Google

É preciso ter o cuidado de não confundir
"endomarketing"
com
"marketing interno".




Muitas vezes eu presenciei esse equívoco durante treinamentos nas empresas. Lamentavelmente, percebo que o mesmo frequentemente é cometido nas postagens e em comentários nas redes sociais, em blogs e sites. Não se pode mencionar o endomarketing e/ou o marketing interno como se fossem a mesma coisa. Embora o prefixo "endo" remeta à ideia de se tratar de algo interno, na prática são duas atividades muito diferentes. A confusão que se faz entre as duas coisas pode acarretar em erros de interpretação que pode colocar em risco o sucesso de um projeto ou de qualquer empreendimento por causar equívocos em interpretações de texto. Quando isto ocorre, o problema na verdade não está na interpretação de quem lê ou ouve a mensagem, está na mensagem enviada.
O endomarketing é uma busca de adaptação normalmente utilizado para abordagens ao mercado para sua aplicabilidade ao ambiente interno das empresas. O objetivo é fazer com que os funcionários da empresa que produz ou comercializa um produto acreditem na qualidade desse produto e, por meio disto, a mesma credibilidade cresça entre a clientela. Desta forma, o endomarketing se torna um meio de fortalecer a relação entre o cliente, o produto e os funcionários. 
O marketing interno inclui treinamento e/ou qualificação de funcionários da empresa para melhorar o serviço para a clientela. Os funcionários, como pessoas dentro da empresa, são investimentos estratégicos fundamentais. São os principais patrimônios de qualquer organização. São elas que são capazes de produzir, criar, elaborar, recriar processos de desenvolvimento de atividades que permitem a garantia do sucesso do serviço prestado ou do produto oferecido no mercado ao consumidor. Nesse sentido, a gestão de recursos humanos não mais se concentra apenas no interior da organização e assume responsabilidades quanto aos efeitos externos. Aí, entra em ação o endomarketing.
O endomarketing inclui métodos adequados para contratar, treinar e motivar funcionários aumentando sua credibilidade na qualidade do produto ou do serviço prestado ao consumidor, ampliando suas condições de atender cada vez melhor aos consumidores. Isto quer dizer que na prática o endomarketing é diferente do marketing interno, mas as duas coisas podem ser associadas. Quando isto acontece, a motivação dos funcionários através do treinamento corporativo tem mais condições de se ampliar. Isto ocorre porque enquanto o endomarketing encoraja a interação entre os funcionários, o produto, a clientela e a empresa, o marketing interno desenvolve nos funcionários um fortalecimento na credibilidade em suas próprias capacidades ao serem informados sobre a situação e o sucesso do desempenho da organização. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

As Diferenças nas Atividades de um Diretor e de um Gerente

Ilustração: Arquivo Google

 Saber quais são

as diferenças

entre estes cargos

não é importante 

somente para quem os ocupa. 


"Funcionário" não é apenas uma pessoa que tem um emprego numa empresa. Como a própria palavra indica, é alguém contratado para realizar funções. Também como indicam as palavras "funcionário" e "função", seu principal objetivo é contribuir para que a organização (empresa, órgão público, etc.) funcione. Para fazer isto com a devida competência, o funcionário precisa conhecer bem os objetivos da organização. Como ele obviamente atuará, pelo menos em princípio, como subordinado a um diretor ou a um gerente, ele precisa saber o que um diretor ou um gerente faz. Obviamente um diretor dirige, uma gerente gerencia, mas é preciso saber as diferenças entre essas suas funções.

Um diretor pode ser um gerente em determinadas situações ou ocasiões. Como diretor, ele exerce sua capacidade de conduzir os funcionários de seu setor controlando e monitorando as atividades de todo o grupo e os resultados delas. Como gerente, ele tem que organizar, planejar e executar atividades para facilitar a direção. Em algumas organizações, os cargos de diretor e de gerente são separados, e as duas pessoas que ocupam essas funções atuam em regime de colaboração mútua. É uma espécie de divisão de responsabilidades.

Tanto o diretor como o gerente são administradores. Então, é necessário saber o que é a administração. "Ministrar" significa fornecer, prestar, servir. O prefixo "ad" significa "adaptar". Portanto, o administrador tem a função de adaptar sua própria capacidade de prestar e fornecer meios eficazes para fortalecer a capacitação dos funcionários e, consequentemente, de todo o setor. 
Então, "diretor administrativo" é uma redundância? Não. "Redundância" é uma expressão em que há palavras desnecessárias para encerrar um significado. Por exemplo: "subir para cima" é uma redundância porque o verbo "subir" já indica movimento para cima. Embora o diretor exerça administrações, é diretor administrativo quando tem como funções, ao mesmo tempo, de dirigir, planejar e controlar atividades das áreas administrativas (setor financeiro, recursos humanos, comunicação, marketing, publicidade, relações humanas, etc.).