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| Ilustração: Arquivo Google |
mas o uso correto
de cada uma
depende do contexto
da frase.
"Redigir" não é apenas escrever, é aprimorar a capacidade de comunicação através da escrita.
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| Ilustração: Arquivo Google |
mas o uso correto
de cada uma
depende do contexto
da frase.
certamente é causada
por uma nova palavra
ainda desconhecida
por muita gente.
Este é um fenômeno que acontece em todos os idiomas: frequentemente surgem novas palavras, novas expressões, etc. Atualmente, em alguns sites e aplicativos de vendas, surge frequentemente a expressão "deboísmo financeiro", e já há muitas pessoas querendo saber o que é isto. Uma preocupação natural, pois estão lidando com uma expressão ainda pouco conhecida e relacionada a finanças.
Parece-me evidente que isto tenha sua origem no fato de que uma nova palavra está começando a ser muito usada por pessoas que postam nas redes sociais e se comunicam com amigos através da Internet: "deboísmo". Trata-se de uma espécie de "corrente filosófica" cuja principal regra é procurar viver tranquilamente, sem grandes preocupações, etc. Vem daí o uso da expressão "deboísmo financeiro" através dos canais de vendas, que aproveitam a oportunidade para garantir aos consumidores a ideia de tranquilidade financeira nas compras.
Muitas palavras terminadas em "ismo" têm o significado de algum tipo de doutrina, conjunto de ideias, corrente filosófica, etc. Como exemplos, podemos citar "cristianismo", "catolicismo", "romantismo", "comunismo", "socialismo", "capitalismo", etc. Portanto, "deboísmo", que já tende a ingressar como palavra oficialmente integrada ao nosso idioma, já pode ser considerada uma palavra desta categoria. Isto provoca a necessidade do surgimento de outras palavras relacionadas a ela, tal como "deboísta" - pessoa bem-humorada, despreocupada, tranquila.
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| Imagem do Arquivo Google |
usa a palavra "mídia",
mas nem sempre
no contexto adequado.
Muita gente usa a palavra "mídia" para se referir a fatos ou informações veiculados através do jornalismo (radiojornalismo, telejornalismo, jornalismo impresso ou via Internet, etc.). Parecem não saber que tal palavra tem um significado muito mais extenso e que, quando generalizam dizendo que todos estão usando a mídia de forma inadequada, e dizem isto em postagens ou comentários no Facebook, no Linked In, no Instagram ou no WhatsApp, estão incluindo elas mesmas.
Essas pessoas precisam saber que "mídia" é todo o conjunto existente de formas de veiculação de informações e de comunicação, incluindo sistemas de televisão, rádio, jornais, revistas, telefonia fixa, telefonia móvel e tudo que se faz através da Internet. Ou seja: todas as formas usadas para a divulgação de informações, opiniões, ideias, através de mensagens particulares ou públicas. Os meios específicos para isto (televisão, rádio, Internet, etc.) são chamados "veículos ou meios de comunicação", "veículos ou meios de informação" ou "veículos ou meios midiáticos". A propaganda e o marketing também são atividades midiáticas.
Na verdade, "mídia" é uma forma "aportuguesada" da palavra inglesa "media", que é uma abreviação de "mass media", cuja tradução correta é "comunicação de massa". Em termos mais simples, isto significa que "mídia" é literalmente todo o conjunto de atividades relacionadas à comunicação social. "Comunicação social" é o nome que se dá à veiculação de informações para grandes públicos através de qualquer dos veículos midiáticos (televisão, rádio, Internet, etc.). Deve-se lembrar que "comunicação" significa troca de informações. Compreende-se, então, que "comunicação social" é a disponibilidade de informações considerando como respostas ou "trocas de informação" as reações do público.
À medida em que o tempo avança, muita coisa muda porque tem que mudar, porque precisa se atualizar, tornar-se mais eficaz. Evidentemente, no caso da mídia não poderia ser diferente, e a mudança mais significativa veio através da popularização da Internet. Através dela, a mídia perdeu totalmente seu antigo caráter de homogeneidade. Os assuntos mais debatidos não são mais os de interesse exclusivo das grandes empresas de comunicação. Nem mesmo das grandes empresas de qualquer setor de atividade. Existe agora uma tal "mídia alternativa", fundamentada principalmente na formação de "grupos" nas redes sociais online, nos quais diversos tipos de assuntos variados ou específicos são postados e discutidos. Isto trás à tona, dentro da comunicação social, a necessidade de amplos debates sobre mídia analógica, mídia digital, mídia eletrônica e seus respectivos conceitos. Como a Internet está à disposição de um número cada vez maior de pessoas, há muito tempo isto já não é mais de interesse específico dos empresários e dos profissionais de comunicação. É do interesse de todos.
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| Ilustração do Arquivo Google |
mas não se deve negligenciar
a importância da "CI"
e da "CA"
nas empresas e na vida.
Ultimamente vem ocorrendo muitos debates sobre a inteligência artificial, geralmente representada pela sigla "AI" (do inglês, "Artificial Inteligence"). Equivocadamente interpretada como se fosse uma imitação artificial da inteligência humana, a inteligência artificial é, na verdade, um importantíssimo campo de estudos que inclui conhecimentos como computação, matemática, estatística, cognição, linguística (especialmente linguística computacional), etc. Importantíssimo inclusive porque inclui linguística - o estudo objetivo e sistemático de todos os aspectos de linguagem, elemento fundamental da comunicação.
Ressalta-se, assim, a importância todos os funcionários de uma organização - e, por extensão, todas as pessoas - saberem a diferença entre comunicação e informação. De forma bastante resumida, pode-se dizer que a informação é o ato de relatar, oralmente, por escrito ou de qualquer outra forma, uma ocorrência, um fato, etc. Comunicação é a troca de informações entre duas ou mais pessoas, sendo que uma das informações pode ser em resposta à informação recebida anteriormente ou complementar a esta. Por isto, não se pode negligenciar a importância de debates mais amplos sobre comunicação interativa e comunicação assertiva. Atualmente, com tantos "influenciadores digitais" (ou, como dizem, "influencers") postando coisas sem importância alguma ou mesmo coisas que nem deveriam sem postadas, e muitos deles sem ao menos saber o significado da palavra "influencer" ou "influenciador", há a urgência de uma discussão bem ampla sobre o que é a comunicação interativa e assertiva e sua importância tanto para as empresas como para todo mundo.
A comunicação interativa é uma poderosa forma de contribuir para a produção de conteúdo importante principalmente através da internet. Sob o ponto de vista empresarial, ela facilita maior engajamento entre os funcionários, entre estes e a empresa, e entre os funcionários, a empresa e o público a que ela se destina. Em relação às pessoas que optam trabalhar "por conta própria", as noções e a prática de comunicação interativa ajudam muito nas relações com os clientes e outros parceiros. Especialmente importante nas áreas de propaganda e marketing. Seu foco principal deve ser sempre o conteúdo igualmente significativo para os funcionários, a empresa, os profissionais (de qualquer área) e os clientes ou consumidores. Ela deve sempre ser feita de modo a fornecer, se necessário, informações personalizadas, facilitar a troca de informações em tempo real e promover o envolvimento e o engajamento de todos os parceiros. Esta é atualmente a melhor forma, talvez até mesmo a única forma eficaz, de garantir fidelização dos consumidores ou do público específico a que se deva dirigir.
Deve-se aliar a isto a importância da comunicação assertiva - coisa absolutamente ausente no caso dos "influencers". A qualidade da comunicação depende fundamentalmente da qualidade da comunicabilidade. O grau de comunicabilidade numa redação, por exemplo, influencia e até pode determinar o sucesso das funções a serem executadas, na qualidade dos relacionamentos sociais e de trabalho e, uma vez mais, no engajamento de todos os envolvidos nos processos para qualquer finalidade. Porém, só é possível realizar uma comunicação realmente assertiva respeitando-se e preservando regras gramaticais, buscando conhecer melhor pelo menos noções mínimas de diferentes tipos de comunicação (jurídica, jornalística, publicitária, etc.) e manter o sempre saudável hábito da atualização de conhecimentos em geral.
É importante não confundir "assertiva" com "acertiva". "Acertiva" é uma palavra pouco usada que, embora considerada não existente na língua portuguesa, surge em alguns textos para se referir a uma ação ou uma atitude bem sucedida. "Assertiva", cujo substantivo masculino correspondente é "assertivo", significa um comportamento, uma ação ou qualquer tipo de atitude correta em busca de um ou vários objetivos. Encerro este artigo sugerindo a inclusão obrigatória da Comunicação Assertiva e Interativa como disciplina a partir do ensino fundamental, independente da já existente disciplina conhecida como "Língua Portuguesa". Ou pelo menos dentro desta, mas de forma mais abrangente e enfática, pois a facilidade de se publicar o que quiser na Internet evidencia essa necessidade.
um código de ética
envolvimento todos os funcionários
e todos os colaboradores.
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| Ilustração: Arquivo Google |
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| Ilustração: Arquivo Google |
as diferenças
entre estes cargos
não é importante
somente para quem os ocupa.
"Funcionário" não é apenas uma pessoa que tem um emprego numa empresa. Como a própria palavra indica, é alguém contratado para realizar funções. Também como indicam as palavras "funcionário" e "função", seu principal objetivo é contribuir para que a organização (empresa, órgão público, etc.) funcione. Para fazer isto com a devida competência, o funcionário precisa conhecer bem os objetivos da organização. Como ele obviamente atuará, pelo menos em princípio, como subordinado a um diretor ou a um gerente, ele precisa saber o que um diretor ou um gerente faz. Obviamente um diretor dirige, uma gerente gerencia, mas é preciso saber as diferenças entre essas suas funções.
Um diretor pode ser um gerente em determinadas situações ou ocasiões. Como diretor, ele exerce sua capacidade de conduzir os funcionários de seu setor controlando e monitorando as atividades de todo o grupo e os resultados delas. Como gerente, ele tem que organizar, planejar e executar atividades para facilitar a direção. Em algumas organizações, os cargos de diretor e de gerente são separados, e as duas pessoas que ocupam essas funções atuam em regime de colaboração mútua. É uma espécie de divisão de responsabilidades.
Tanto o diretor como o gerente são administradores. Então, é necessário saber o que é a administração. "Ministrar" significa fornecer, prestar, servir. O prefixo "ad" significa "adaptar". Portanto, o administrador tem a função de adaptar sua própria capacidade de prestar e fornecer meios eficazes para fortalecer a capacitação dos funcionários e, consequentemente, de todo o setor.
Então, "diretor administrativo" é uma redundância? Não. "Redundância" é uma expressão em que há palavras desnecessárias para encerrar um significado. Por exemplo: "subir para cima" é uma redundância porque o verbo "subir" já indica movimento para cima. Embora o diretor exerça administrações, é diretor administrativo quando tem como funções, ao mesmo tempo, de dirigir, planejar e controlar atividades das áreas administrativas (setor financeiro, recursos humanos, comunicação, marketing, publicidade, relações humanas, etc.).
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| Foto: Arquivo Google |
com significados diferentes
mas relacionados ente si.
"Relativo" é um adjetivo. Em termos bem simples, pode-se dizer que um adjetivo é uma palavra que indica a qualidade ou a condição de alguma coisa. No caso de "relativo", indica a relação entre duas ou várias coisas. Neste caso, "relação" tem o mesmo significado de "comparação", representando um vínculo ou uma conexão entre essas mesmas coisas. Às vezes, "relação" tem o mesmo significado de "lista", como no caso de uma lista de objetos a serem comprados: são objetos relacionados entre si pelo preço total a ser pago.
O relacionamento é a forma pela qual se estabelece uma relação. A palavra é muito utilizada quando se trata de uma relação entre pessoas, podendo ser por razões afetivas, sociais, profissionais, etc. É o ato de estabelecer uma relação, tanto entre pessoas como entre objetos, fatos, etc.
"Relatividade" é uma referência ao grau ou à qualidade de uma relação. É a forma como se estabelece uma condicionalidade entre duas ou mais pessoas, coisas, fatos, etc. É a forma como se estabelece ou se verifica a condição de cada um dos elementos envolvidos na relação.
Tudo que é relacionado obviamente é relacionado a algo. Entretanto, "relacionados entre si" não chega a ser um pleonasmo. Entretanto, é uma expressão que pode ser substituída pela palavra "correlacionados" ou por "correlatos". Isto ocorre quando se estabelece uma relação destacando-se semelhanças entre os elementos envolvidos. No caso de relação entre pessoas, essas semelhanças seriam opiniões, gostos, etc. Nos casos de relação entre objetos, pode ser a mesma finalidade para qual eles podem ser usados. Ou seja: é um tipo de relação no qual se destacam características em comum.
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| A exibição de produtos nas vitrines de uma loja é um exemplo de merchandise e merchandising. (Foto: Arquivo Google) |
"merchandise" com "merchandising"
ou "Tie-In".
Você está assistindo a um capítulo de uma telenovela. Numa cena, um dos personagens mostra um determinado produto para o outro e fala a respeito de suas qualidades. Na imagem, destacam-se o produto e a marca. Se você pensa que isto é "merchandise" (pronúncia: "merchandáise"), pensou errado. "Merchandise" é simplesmente "mercadoria". Ou seja, o conjunto de produtos destinados à venda. Muita gente pensa assim como você, mas na verdade essa técnica comum em telenovelas, filmes, etc., é um "tie-in" (pronúnia: "tai-in"). Talvez devido à semelhança entre as duas palavras, costumam confundir também confundir "merchandise" com "merchandising" (pronúncia: "merchandáising"). Na foto, vê-se um exemplo de "merchandise" e de "merchandising" ao mesmo tempo: as vitrines das lojas oferecem essa oportunidade de ao mesmo tempo expor a mercadoria disponível e destacar os produtos que possam interessar aos consumidores.
mas continuaremos em atividade em 2024.
Criei o Redafácil em 9 de janeiro de 2010, numa época em que eu percebia que os principais motivos de reprovações no Enem e nos vestibulares em todos os anos eram as dificuldades em redação - o que infelizmente ainda acontece. Ter dificuldades em redação é ter dificuldades em escrever, o que significa também dificuldade em relacionamentos profissionais e sociais. Quando uma pessoa escreve, obviamente usa as palavras e expressões que conhece e como aprendeu a usá-las, o que me faz concluir que a dificuldade em escrever é a mesma em se comunicar de outra forma. Isto me trouxe a ideia de criar o blog para contribuir para a diminuição dessas dificuldades, já que sempre fui bem sucedido no quesito redação. Minha opinião é de que quem não compartilha o que aprendeu na vida desvaloriza seu próprio aprendizado e o sentido da palavra colaboração.
Com o passar do tempo, através das informações que recebo particularmente e por meio de comentários sobre o Redafácil em outros sites, blogs, redes sociais, etc., tenho percebido o crescimento de interesse não apenas de estudantes, mas também de profissionais e empresários de vários setores. Obviamente, em muitos destes casos, por razões comerciais, mas de qualquer forma isto representa um interesse. Ao longo de todo esse período, nos espaços para comentários, o Redafácil tem recebido apoios, agradecimentos e sugestões de leitores de todo o Brasil e de alguns outros países. Entre eles, estudantes de níveis médio e superior, profissionais de diversas áreas, interessados em concursos públicos, "anônimos", etc. De acordo com as estatísticas do Blogger, a maioria dos acessos ao Redafácil este ano veio do Brasil, Estados Unidos, Singapura, Alemanha, Rússia, Finlândia, Portugal, França e Reino Unido, nesta ordem. Desde 9 de janeiro de 2010, também nesta ordem, Brasil, Estados Unidos, "região desconhecida", Portugal, Alemanha, Rússia, Angola, Moçambique, Singapura e "outros". O Revolver Maps, que mostra dados na página inicial deste blog, também inclui a França, a Costa Rica, o Canadá, a Espanha, a Suíça, o Japão, a Argentina, a Austrália, Cabo Verde, a Holanda, etc.
Sejam quais forem suas nacionalidades, interesses e objetivos, agradeço muito a todos os leitores e colaboradores por prestigiarem o Redafácil indicando-o, elogiando-o ou mesmo apenas lendo-o. Dentro do que ainda me for possível, espero poder continuar a dar minha contribuição em 2024. Desejo que tenham todos um felicíssimo Ano Novo.
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| Ilustração: Arquivo Google |
Não há problema
se você usar "pen drive",
"design", "notebook"
e outras palavras
que já fazem parte
da nossa linguagem cotidiana,
mas é necessária a moderação no estrangeirismo.
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| Foto do Arquivo Google |
cujos conceitos e definições
dependem do contexto
em que são inseridas.
"Tempo" é uma delas.
Há palavras cujos significados e conceitos dependem do contexto. No entanto, isto não deve ser confundido com metáfora nem com sentido figurado. Este é o caso da palavra "tempo". Muitas perguntas são feitas a esse respeito, principalmente porque às vezes o tempo é expresso como condição meteorológica (chuvoso, ensolarado, nublado, etc.) ou como medida expressa em minutos, horas, dias, meses, anos, etc. Em resposta a uma pergunta que me foi feita quanto a isto e também para colaborar com quem mais tenha a mesma dúvida ou curiosidade, decidi publicar este artigo.
Cotidianamente, chamamos de "tempo" a duração de um período medido em minutos, horas, dias, meses, anos, séculos, milênios, etc. Cientificamente, o tempo é uma dimensão estudada em física, considerando tempo e espaço como duas dimensões profundamente relacionadas entre si, a tal ponto que essa relação chega, às vezes, a ser chamada "espaço-tempo", como se as duas se tornassem uma dimensão. Desta forma, os físicos consideram que a passagem do tempo é percebida por cada um de nós de forma subjetiva (não concreta, não coletiva, mas dentro de uma concepção pessoal). Entram nessa discussão detalhes ou temas como a teoria da relatividade do tempo, possíveis viagens através do tempo e outras questões relacionadas à ciência e à ficção científica que são interessantes mas não são o propósito deste artigo.
Também de forma muito popular, mas correta, a palavra "tempo" é empregada como referência às condições meteorológicas de uma determinada região porque tais condições duram um determinado período que pode ser algumas horas, alguns dias, etc. São períodos de céu nublado, de chuvas, de seca, de estações (inverno, verão, etc.).
Não há como errar quanto ao emprego da palavra "tempo" numa redação. Basta apenas observar os contextos relacionados a uma destas situações. Espero, com este artigo, ter conseguido colaborar com vocês quanto a isto.