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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Estudantes: evitem o excesso de prosopopeias.

Muito frequentes
nas histórias em quadrinhos
e nos desenhos animados,
elas se refletem
nas redações dos estudantes.


A ilustração usada neste artigo é uma das tiras da série "Calvin & Hobbes" (no Brasil, "Calvin & Haroldo"), do norte-americano Bill Waterson. A quem não conhece a série, explico que "Haroldo" é um tigrinho de pelúcia, mas para Calvin, que tem seis anos, ele é um amigo de verdade que pensa, fala, etc.
Este é apenas um dos muitos exemplos de prosopopeias que frequentemente surgem em histórias em quadrinhos e desenhos animados: muitos personagens (o Pato Donald, Mickey, o Pica-Pau, etc.) são animais com características humanas. 
Nas redações, as prosopopeias também sao usadas com muita frequência embora nem sempre sejam intencionais. Sao recursos de linguagem muito comuns no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), em vestibulares e em concursos públicos que atribuem sentimentos e outras características próprias dos humanos a objetos e seres de outras espécies. Portantanto, prosopopeia é o mesmo que personificação. É uma figura de linguagem em que objetos, seres não humanos ou pessoas que já faleceram ganham personificação. 
Não é errado usar esses recursos numa redação. Há situações em que as prosopopeias são ideias excelentes quando se tornam metáforas. Entretanto, numa prova, quando são muito usadas, podem causar aos corretores a falsa impressão de que os autores quiseram prolongar o texto para ocupar espaços (ou, como se diz popularmente,  tentaram "encher linguiça"). Aconselho principalmente aos estudantes: usem as prosopopeias com moderação.

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