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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Vícios de Linguagem no Jornalismo Influenciam e Prejudicam Estudantes

No destaque,
dois erros numa frase.

Erros nas redações jornalísticas
causados por vícios de linguagem
são cada vez
mais comuns no Brasil
e fazem estudantes perderem pontos nas redações.

Os vícios de linguagem cometidos através dos meios de comunicação influenciam na sociedade direta e profundamente. Em conversas e mensagens informais, eles não são tão nocivos, mas o problema é que eles estão se tonando hábitos comuns em discursos, palestras e principalmente nas redações feitas em provas no Exame Nacional de Ensino Médio, em vestibulares e em concursos públicos, e obviamente fazem com que os participantes que os cometem percam pontos. Na ilustração acima, há um exemplo bem claro disto: "Inscrições no Enem acabam hoje às 23h59m".
O erro mais nítido: não foram as inscrições que acabaram naquela data e naquele horário. O que terminou foi o período para os estudantes se inscreverem. O outro erro: as inscrições não são do Enem, são dos estudantes. O jornalista que escolheu o título da matéria tinha duas opções corretas para utilizar: "Período de Inscrições no Enem termina hoje às 23h59m" ou "Prazo para Inscrições no Enem termina hoje às 23h59m". Para encurtar a frase e torná-la mais sucinta, poderia ser "Prazo para Inscrições no Enem termina às 23h59m" (não precisaria da palavra "hoje", pois a  data já estaria subentendida: é a mesma da edição do jornal, que sempre consta no alto da página).
Nos noticiários de rádio e televisão, ainda predominam vícios de linguagem fáceis de serem evitados, tais como "vai estar realizando", "estarão fazendo", etc., quando é bem mais simples pronunciar as fomas corretas - nestes casos, "realizará" e "fará" - que, além de serem corretas, são mais fáceis de serem entendidas por quem as ouve, pois são mais sucintas. É preciso que os profissionais da chamada "comunicação de massa" - jornalistas, radialistas, publicitários, de marketing, etc. - tenham em mente que expressões como "imperdível", "vai estar...", etc., podem e devem ser evitadas porque as funções desses profissionais não se limitam a dar informações e transmitir mensagens. Entre suas funções, está principalmente a de colaborar para que as pessoas a quem eles se dirigem também aprendam a se comunicar melhor, informal e formalmente. 

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