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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Redação Ajuda a Revelar Dislexia

Ilustração do Arquivo Google. 
A dislexia não é uma anomalia,
mas os disléxicos
precisam de atenção especial.


A dislexia não é uma anormalidade. Pelo menos os especialistas - ou seja, psicólogos - não a consideram uma anormalidade. Segundo eles, é apenas uma forma de processamento de aprendizagem que ocorre no cérebro por meios diferentes dos processamentos considerados "normais". Isto não impede que o disléxico seja uma pessoa bem sucedida na vida: Walt Disney, a escritora inglesa Aghata Christie e o cientista alemão Albert Einstein eram disléxicos. O ator americano Tom Cruise também é. 
A dislexia começa a apresentar sinais quando a criança tem quatro ou cinco anos de idade e principalmente na chamada "idade escolar" mas permanece por toda a vida. No entanto esses sinais não são facilmente percebidos porque essas crianças são normais - apenas o processo como aprendem é diferente. Esta é a principal razão pela qual no Brasil não há um sistema de ensino especial para disléxicos - mas é importante que haja. Como as crianças são normais, os familiares e os professores não percebem os problemas. 
Alunos disléxico são geralmente muito inteligentes. Entretando, os processos comuns como as aulas são dadas e as formas como eles são obrigados a estudar em casa os fazem ficar entediados. Eles não prestam a devida atenção durante as aulas, distraem-se constantemente e, em casa, parecem não gostar de  estudar. Por isto, são equivocadamente interpretados como relapsos e preguiçosos. 
Existem vários tipos de dislexia. Um deles, a dislexia diseidética, pode ser detectado através da redação do portador. Já no início da alfabetização, e ao longo da vida, de vez em quando o portador troca as posições das letras em palavras geralmente consideradas simples. Em alguns casos evidencia-se uma dificuldade para enxergar - o que nem sempre é só um "problema de vista". Isto acontece porque a dislexia afeta a perceção do todo como algo maior do que a soma das partes e a análise e síntese dos fonemas (sons das letras). Por isto, é importante que os familiares em casa e os professores nas escolas façam com que alunos com dificuldades na escrita pratiquem redação e leitura em voz alta. Ouvindo a leitura atentamente, eles podem descobrir indícios de dislexia auditiva. 
O disléxico auditivo costuma ler algumas palavras sílaba por sílaba, mesmo quando lê sua própria redação. Ele não consegue identificar a síntese das palavras, mistura-as e as fragmenta. Troca alguns fonemas por outros parecidos e geralmente demonstra mais dificuldade na leitura do que na escrita.
Existem vários tipos de dislexia e há muitos casos em que ela é hereditária. Entretanto, sinais de todos eles podem ser detectados - não somente, mas também - através de redações dos portadores. Por isto é importante que todos os familiares e professores - inclusive os que acham que não têm filhos ou alunos com esses problemas - aprendam sobre dislexia e como lidar com ela o mais profundamente possível. Para isto, acesse o site da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).

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