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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Evite os vícios de linguagem.

Os vícios de linguagem
devem ser evitados nas redações
por vários motivos.


Os vícios de linguagem são palavras, expressões e frases pronunciadas ou escritas de forma inadequada, podendo causar deturpações nas mensagens que a pessoa que fala ou escreve pretende transmitir. Nas redações, esses vícios causam três problemas principais: além de dificultarem o entendimento a quem as lê, a pessoa que as escreve usa palavras desnecessárias como as dos exemplos da ilustração, o que causa a impressão de que ele quer encher o espaço da redação com essas palavras excedentes, e ainda há o fato de que elas comprovam dificuldade quanto à comunicabilidade do autor. 
Observando os exemplos na ilustração, podemos verificar claramente como os casos como estes podem ser corrigidos e como a maneira correta de se expressar é até mais fácil do que essas formas infelizmente tão utilizadas até nos telejornais. 
  • Ao invés de "estou entendendo", basta dizer "entendo". 
  • "Estarei transferindo" é uma forma errada de se expressar porque a expressão contém dois verbos em tempos distintos: o verbo "estar" usado como verbo auxiliar sem necessidade e, além disto, no futuro enquanto "transferir", como verbo principal, está no gerúndio. Isto é um erro crasso em qualquer idioma.
  • A mesma situação ocorre em "estarão lhe ajudando". Basta dizer "lhe ajudarão".
  • Em "Você poderia ficar aguardando", são usados três verbos para expressar o que pode ser dito através de dois: "Você pode aguardar."
Erros absurdos como estes frequentemente são cometidos em telejornais. Com frequência ouvimos repórteres e apresentadores dizerem algo como "O governador irá inaugurar" quando basta dizer "O governador inaugurará"; "A presidente Dilma Rousseff estará fazendo um pronunciamento sobre...", bastando dizer "A presidente Dilma Rousseff pronunciará sobre...". Se você é jornalista ou estudante, ou seja qual for a profissão que você exerça, e costuma usar esses vícios de linguagem, fala um teste com você mesmo. Grave você mesmo falando desta forma e depois ouça a gravação. Você perceberá como é estar no lugar da pessoa que terá que ouvir essas coisas. 
Existem vários tipos de vícios de linguagem. Abaixo, estão citados os dois mais comuns em redações.
  • Ambiguidade.
    Também conhecida como "anfibiologia", torna incerto o significado da frase.
    Exemplo: "O patrão ofendeu o empregado e estragou seu dia."
    Isto pode causar ao leitor uma dúvida: o dia de quem? O do próprio patrão ou o do empregado? A mais provável é a segunda hipótese, mas a forma como a frase está escrita dá ao leitor o direito da dúvida. 
  • Barbarismo.
    Na grafia (como "hontem" em vez de "ontem"), na pronúncia (como "poblema" em vez de "problema"), na acentuação (como em "rúbrica" em vez de "rubrica"), nos significados das palavras (como quando se diz "tráfico" quando se quer referir a "tráfego"), na morfologia (exemplo: "cristões" em vez de "cristãos") e em erros que geram outra palavra em vez de serem apenas erros gráficos (exemplo: quando em vez de "antediluviano", que significa "antes do dilúvio", escreve-se "antidiluviano", que significa "contra o dilúvio").
Há muitos outros, mas são principalmente fonéticos. Como o objetivo aqui é referir-me principalmente aos que causam problemas em redações, os exemplos aqui citados são, por ora, suficientes. O mais importante para quem pretende melhorar seus níveis de redação nas provas é saber que deve-se usar uma linguagem que não seja formal demais nem excessivamente informal. Isto obriga a evitar, tanto quanto possível, vícios como os aqui citados, frases bíblicas, ditados populares, "chavões" de personagens e apresentadores de programas de televisão e outros recursos que só devem ser usados quando forem estritamente necessários. 

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