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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Proposta de inclusão social será muito importante na redação do Enem 2015.

Ilustração da Uvesp
O problema, 
neste caso,
é que provavelmente
a maioria dos participantes do Enem
não sabe o que é
"inclusão social".


 Recentemente, o Ministério da Educação revelou que cerca de 90 por cento dos estudantes de ensino médio no Brasil termina o período sem aprender satisfatoriamente pelo menos uma das disciplinas. Revelou também que mais de 50 por cento dos alunos encerra o nível médio sem saber produzir uma boa redação e sem saber interpretar textos - ou seja: sem saber escrever e sem saber ler. Agora, especialistas em educação dizem que um dos principais itens que devem ser exigidos ao aluno para aprovação numa redação no  próximo Exame Nacional de Ensino Médio é a apresentação de uma proposta de inclusão social. 
Concordo com eles, pois no Enem geralmente os temas propostos para redação são de cunho social. Para o aluno comprovar que ele é bem informado sobre o assunto, não basta que ele demonstre saber que os problemas socais existem, é preciso que ele saiba como sugerir soluções para eles. Entretanto, com tantos problemas de aprendizagem reconhecidos e divulgados pelo próprio Ministério da Educação, é fácil saber que dificilmente a maioria dos estudantes de ensino médio pode saber o que é uma inclusão social.  Este é um tema que deveria ser amplamente debatido nas aulas, mas muitos professores dizem que os alunos têm condições de pesquisar sobre isto na internet, em livros, em jornais, etc. O que esses professores precisam aprender é que, ao fazer tais pesquisas, os alunos no máximo aprenderão definições, podendo algumas até estarem equivocadas.
Os verdadeiros significados de "inclusão social" e suas necessidades são coisas que, para serem aprendidas por esses jovens, precisam ser amplamente debatidas dentro das comunidades, através de organizações governamentais e não governamentais e principalmente através de iniciativas que devem partir dos profissionais de educação. Quando professores dizem que os alunos devem pesquisar sobre este e outros temas em outras fontes para aprender sobre eles, e não como forma de obter informações adicionais, vejo isto como uma forma de tentar se livrar de uma responsabilidade que deve ser assumida por eles. O professor é um "profissional de educação". Ele é responsável pela educação complementar para a formação dos jovens como indivíduos dentro da sociedade, e deve saber que "educar" é instruir com polidez e disciplinamento - razão pela qual cada matéria ensinada na escola se chama "disciplina". "Disciplinar" não é apenas ensinar coisas exclusivamente relacionadas à matéria dada. "Disciplinar" é prover o aluno de todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade. 

A inclusão social é um conjunto de ações que incentivam a própria inclusão combatendo a exclusão social. Portanto, para que os alunos apresentem uma proposta de inclusão, eles precisam primeiramente aprender sobre o que poderia ser feito para evitar a exclusão. Este fato já é suficiente para comprovar que simplesmente pesquisar na internet ou em qualquer outra fonte para descobrir definições não será suficiente para aprender sobre a inclsuão, e muito menos para elaborar propostas para ela. Essas ações visam beneficiar o reconhecimento do indivíduo como membro da sociedade pela própria sociedade. Para isto é preciso combater a exclusão sabendo quais são suas principais causas (diferenças entre classes sociais, raças, educação, idades, sexualidade, religiões, situações financeiras, etc.). Também é preciso priorizar benefícios a deficientes físicos e mentais. Os principais objetivos das ações que favorecem a inclusão social devem ser aqueles que priorizam as atenções às pessoas mais necessitadas para que estas consigam oportunidades de acesso a bens e serviços, formações profissionais, etc.
O que o professor pode fazer para ensinar ao aluno o que é a inclusão social? Primeiramente ele mesmo precisa comprovar que sabe o que é isto, pois já houve denúncias e confirmações de casos de professores que não sabem nem mesmo as próprias matérias que eles têm que ensinar. A partir daí, o professor pode, por exemplo, verificar até que ponto seu processo de aulas corresponde à diversidade dos níveis de aprendizagem entre os alunos de uma mesma turma. Independentemente de qual seja a disciplina que ensina, suas aulas devem contribuir para que os próprios alunos compreendam as diferenças entre eles mesmos, estimulando-os a ouvir opiniões diferentes.
A escola, por sua vez, deve estabelecer no currículo a obrigatoriedade do entendimento das diferenças de cultura, gêneros, deficiências, raças, etc., estimulando atividades diversas dos alunos em seus processos de aprendizagem. Se isto não estiver incluído na escola como obrigatoriedade, os professores podem e devem fazer uma proposta nesse sentido, e os alunos podem e devem solicitar isto aos professores. 

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