Caros leitores:

Constantemente faço modificações no Redafácil porque elas sempre são necessárias, inclusive para facilitar o acesso às postagens e a leitura. Suas opiniões e suas sugestões são muito importantes para mim. Vocês podem expô-las nos espaços para comentários abaixo das postagens.

Grato pela sua colaboração.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Monemas (Parte II) - Os Morfemas

Alguns exemplos de morfemas.
Um morfema
pode ser
uma raiz,
um radical,
uma desinência,
uma volgal temática
um tema ou um afixo.


Um morfema é uma parte de uma palavra. É a menor partícula significativa de um idioma. Quando analisamos a forma de uma palavra, suas partes podem ser separadas conforme a descrição em vermelho acima. A raiz é a parte principal de uma palavra. O radical é a parte imutável da palavra. A desinência é a parte que forma uma flexão da palavra. O afixo dá sentido à palavra.
Para entender isto de maneira mais simples, basta ter em mente que o morfema é uma parte mínima o suficiente para se manter capaz de expressar um significado. Isto quer dizer que, quando um professor diz que uma palavra é a menor unidade gramatical de uma língua, ele está cometendo um erro. A palavra "inconstitucionalidade", por exemplo, é constituída por três unidades menores do que ela mesma: o prefixo "in", o radical "constitucional" e o sufixo "idade". Cada um desses três elementos é um morfema. Sob o ponto de vista da morfologia das palavras, nenhum deles pode ser dividido em outras partes. Portanto, cada uma das três unidades é uma unidade mínima sob o ponto de vista da linguística estrutural.
Observe que não é necessário uma palavra ter no mínimo três partes (prefixo, sufixo e radical) para que cada uma delas seja considerado um morfema. Em "felizmente", por exemplo, há  um  morfema: o sufixo "mente". Em exemplos como este não podemos dizer que há dois morfemas porque a outra parte (o radical "feliz") não se modifica em relação à própria palavra da qual deriva ("feliz"), e os morfemas são sempre as partes variáveis da palavra.
O morfema com valor gramatical tem sempre uma relação com o lexema com valor semântico. Como o nome indica, o lexema é a parte da palavra que constitui uma unidade mínima com significado sob o ponto de vista léxico. "Léxico" é todo o conjunto de palavras conhecidas por uma pessoa que domina um determinado idioma. Como "semântica" é o estudo dos significados das palavras, a expressão "valor semântico" se refere à relação existente entre o significante (uma palavra ou uma expressão) e o seu significado. 

A desinência é um caso particular de morfema que é sempre um sufixo. Ao mesmo tempo, é um caso particular de sufixo: só ´e desinência quando indica a flexão da palavra em gênero, número, modo, tempo, etc. A desinência é um elemento essencial nas relações de concordância verbal ou nominal.
A desinência nominal indica o gênero (masculino ou feminino) e o número (singular ou plural). Em "macaco" e "macaca", o radical (parte invariável) é "macac" e as desinências "o" e "a" indicam, respectivamente, o gênero masculino e o feminino. 

A desinência verbal indica a pessoa, o número, o modo e o tempo nos verbos. Exemplos:
Verbo falar: 


  • "falávamos" - O radical é "fal" e a desinência é "ávamos", que indica o número (plural), a pessoa (neste caso, "as pessoas": "nós") e o tempo (passado).
  • "falarei" - O radical é "falar", e a desinência é "arei" e indica o número (uma pessoa), a pessoa (eu) e o tempo (futuro). 
A desinência nominal indica o número e a pessoa.

Fontes: 
  • Dicionário online "Aurélio Buarque de Holanda".
  • "Manual da Língua Portuguesa", de Celso Luft.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua participação!