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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A Principal Competência em Redação no Enem e no Vestibular

Abordar problemas sociais numa redação
não é tão simples quanto parece.
Para tratar de problemas sociais numa redação,
o estudante precisa
ter boas noções
de direitos humanos. 


Três competências básicas são exigidas aos alunos para a avaliação das redações feitas no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Cada uma delas vale de zero a 200 pontos. A nota final é o total dessa pontuação. Duas delas são saber escrever corretamente e apresentar argumentações de forma adequada. A terceira requer uma intervenção, não apenas uma solução para problemas sociais. O problema é que, para isto, o aluno precisa ter boas noções sobre direitos humanos. O problema maior é que, dado o baixíssimo nível qualitativo do sistema educacional brasileiro, coloca-se em dúvida se tal sistema está em condições de dar aos alunos as bases necessárias para a discussão sobre um assunto tão complexo.
Dizem que "direitos humanos" são direitos civis e políticos. Vejo nisto uma redundância, já que os direitos políticos são também civis e, como "política" envolve tudo que se relacione a atividades e interesses dos cidadãos, todos os direitos civis também podem ser considerados também direitos políticos. Entretanto, o conceito geral de "direitos humanos" que se utiliza atualmente é muito mais complexo: envolve direitos à vida, à propriedade privada, à liberdade de expressão, de crença, de igualdade formal, de igualdade social. Envolve também direitos econômicos, sociais, culturais, educacionais, à previdência social, à moradia, etc. Há professores que dizem que dizem que uma redação no Enem pode ser feita em dois ou três parágrafos e em poucas linhas. Minha pergunta é: como eles acham que é possível abordar algo tão complexo num texto com dois ou três parágrafos?
Os temas sociais apresentados aos alunos no Enem e no vestibular são muito complexos para eles porque, embora digam que o aluno deve sugerir soluções para os problemas, na verdade são exigidas intervenções. Em outras palavras: em vez de sugerir como solucionar os problemas, o aluno terá que sugerir como enfrentá-los. Enfrentar um problema é bem diferente de apenas sugerir soluções. Vem daí a principal dificuldade para as argumentações. A proposta de uma intervenção social precisa completar mais de uma ação. O ideal é que sejam, no mínimo, três ações bem detalhadas, relacionadas entre si e bem definidas.
Tudo isto envolve muito mais do que apenas estudar e treinar redação. É necessária a orientação ostensiva de professores - não apenas dos de Língua Portuguesa, mas principalmente dos que lecionam matérias relacionadas às ciências sociais e humanas. Neste contexto, algumas expressões usadas de forma equivocada na redação podem ser interpretadas como desrespeito a direitos humanos. Aconselho aos alunos de ensino médio que, antes do próximo Enem, exijam que seus professores lhes orientem e ensinem sobre os principais fundamentos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

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