- PROGRAMA "DIÁLOGO ABERTO"

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Produção: Terezinha Jovita
Apresentação: Regina Trindade

De segunda a sexta-feira, das 11 às 12 hs, sempre com entrevistas importantes para você.
Rádio Espírito Santo.
Ouça por aqui:

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

2 - Os Parágrafos e os Períodos


Era o meu próprio cachorro. Rosnava como outro cão qualquer, mas a escuridão me impedia de vê-lo nitidamente. Porém, a luz da lanterna me permitiu vê-lo melhor. Rosnava porque eu me aproximava, mas ficou tranquilo a partir do momento em que percebeu que a pessoa que se aproximava era eu. 

O exemplo acima é um parágrafo com três períodos. Isto quer dizer que um parágrafo pode ter quantos períodos o autor desejar (três ou quatro períodos, no máximo, já são o ideal para evitar que o texto se torne enfadonho para o leitor). O primeiro período informa que o animal, personagem central da narrativa, era o cão do próprio narrador. Os demais períodos informam que o dono do cão queria ter certeza de que o animal que rosnava era mesmo o seu, e que o animal também queria ter certeza de que a pessoa que se aproximava era mesmo seu dono. Ao final do parágrafo, concluem-se as duas certezas. 

O primeiro parágrafo e os tipos de períodos

Num livro, a introdução tem a função de informar o leitor sobre o tela tratado na obra. Numa redação, o título informa o tema a ser lido, mas o primeiro parágrafo é a introdução do texto. Ou seja: o primeiro parágrafo tema a função de complementar a apresentação contida no título.
O segundo parágrafo, da mesma forma que o primeiro, encerra uma idéia própria, mas ao mesmo tempo é uma sequência da informação contida no primeiro. O terceiro parágrafo é uma sequência do segundo, e assim por diante. É desta forma que, ao final, todo o texto traz várias informações, porém todas relacionadas numa sequência que dá ao leitor a noção de um sentido único ou de várias informações relacionadas a um tema central. 
Deve-se usar sempre períodos curtos. O uso de períodos longos não é errado, mas o uso de períodos curtos torna a leitura do texto mais agradável, mais clara e objetiva. Veja os dois exemplos a seguir:

Período longo:
O sol ardente, típico dos verões tropicais, fazia com que as camisas dos homens que trabalhavam arduamente perecessem ter sido colocadas debaixo de uma chuva torrencial, enquanto eles reclamavam do excessivo suor e do calor. 

Períodos curtos:
O sol estava ardente, típico dos verões tropicais. As camisas dos homens que trabalhavam arduamente parecia ter sido expostas a uma chuva torrencial. Eles reclamavam do calor e do excessivo suor. 

Um período pode ser simples ou composto. O simples encerra um pensamento completo como o do início do exemplo utilizado neste artigo para um "primeiro parágrafo: "Era o meu próprio cachorro."
Num período composto, os pensamentos podem ser articulados por coordenação ou subordinação. Eis um exemplo de período composto por coordenação:
"Eram seis horas da manhã e todo o pessoal da fazenda se preparava para iniciar os trabalhos."

Abaixo, segue um exemplo de período composto por subordinação. Perceba, no mesmo, que a oração subordinada é um fragmento de uma frase.
"O pessoal da fazenda já se preparava para os trabalhos, eram seis horas da manhã."

Não se esqueça de que o período também pode ser chamado de "oração". À primeira vista, esta informação pode não parecer importante, mas numa prova ela pode ser muito significativa.  Além disso, há situações em que o período ou oração apresenta ao mesmo tempo uma coordenação gramatical e uma subordinação "psicológica". Por exemplo:
"João não trabalhou hoje. Ele estava doente."
Observe que, neste caso, não é a segunda oração que complementa a primeira, é a primeira que complementa a segunda. Poder-se-ia escrever "João estava doente; logo, não trabalhou hoje."

Pode-se ainda usar uma justaposição gramatical, recurso também conhecido como "coordenação assindética. Exemplo:
"Houve trovões, chuvas torrenciais durante a manhã. À noite, céu estrelado, límpido."

Quando os pensamentos são ligados por períodos compostos, pode ocorrer uma concatenação simples, um contraste, uma explicação ou uma subordinação em geral. Exemplos:

  • Concatenação simples: "Ela convenceu seu amigo, logo soube por ele o que queria saber."
  • Contraste: "O carro era originalmente amarelo, mas a ferrugem excessiva não permitia visualizar a cor". 
  • Subordinação em geral: "Ao saber o que ocorrera, Flávio ficou surpreso."
Esses exemplos mostram que a construção da frase dá um sentido "psicológico" através da ênfase dada a uma palavra ou a uma das partes da oração ou período. Portanto, a análise lógica é o instrumento que facilita ao leitor a compreensão da estrutura lógica da frase. Entretanto nem sempre abrange importantes aspectos de expressão do autor, tais como seus desejos e suas emoções. Neste caso, a pontuação dentro das frases (como a vírgula nos exemplos acima) facilita a compreensão da mensagem.


A seguir: "A sintaxe das frases"

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